TiJUBU ajuda empresas a preparar as novas obrigações de transparência salarial

Startup tecnológica portuguesa, a TiJUBU anunciou o lançamento do Pay Intelligence, um novo módulo da sua plataforma para análise contínua de equidade salarial e gestão de remuneração. A solução já está disponível no mercado português e foi desenvolvida para ajudar médias e grandes empresas a identificar riscos de disparidade salarial, estruturar políticas de compensação, gerir o processo de revisão salarial e responder às novas exigências de transparência salarial da União Europeia.

Rui Luz, cofundador da TiJUBU, assinala: «O Pay Intelligence não é um relatório. É a estrutura que evita criar disparidades. A maioria das empresas portuguesas ainda não tem mapeado a forma como as suas decisões de remuneração se relacionam com arquitetura de funções, nivelamento de senioridade e estrutura salarial. E é este valor que o Pay Intelligence fornece.»

A plataforma (ver aqui) integra arquitetura de funções, taxonomia de competências e estruturas de remuneração num sistema transparente e auditável. Permite calcular disparidades salariais ajustadas por função, género, antiguidade, senioridade, desempenho e estrutura organizativa, entre outros critérios, dando às empresas uma visão exata sobre os riscos de desigualdade interna.

Esta solução da TIJUBU apoia também a gestão do ciclo de revisão salarial, com recomendações baseadas em equidade interna, benchmarking de mercado e desempenho, e permite integrar a compensação total, incluindo benefícios e componentes variáveis. Desta forma, as organizações conseguem identificar inconsistências estruturais, antecipar desequilíbrios e simular decisões salariais em tempo real antes de serem tomadas.

Ao ligar remuneração, competências, desempenho e mobilidade interna, o Pay Intelligence ajuda as empresas a alinhar a gestão salarial com a estratégia organizacional e a tomar decisões de compensação mais consistentes, transparentes e sustentáveis.

Além do Pay Intelligence, a TiJUBU oferece o Career Journeys, uma solução que ajuda empresas a mapear percursos profissionais, níveis de senioridade, competências e oportunidades de progressão interna. A integração entre Career Journeys e Pay Intelligence permite às empresas relacionar progressão profissional e remuneração de forma mais transparente. Esta ligação torna-se particularmente relevante num contexto em que as organizações terão de demonstrar critérios objetivos para aumentos, promoções e decisões salariais.

A visão da TiJUBU

A TiJUBU defende que as empresas consigam gerir todos os seus colaboradores e agentes como um sistema operacional contínuo, em vez de uma série de processos anuais desconectados e estáticos. Para as organizações que querem perceber já hoje onde se encontram, a TiJUBU disponibiliza gratuitamente o Pay Analysis, um diagnóstico inicial de equidade salarial integrado na plataforma Pay Intelligence.

Basta criar uma conta gratuita na TiJUBU e carregar os dados salariais da empresa, sem necessidade de preencher templates. Em poucos minutos, um modelo de IA proprietário analisa a informação de forma totalmente segura e numa área isolada por cliente. Assim que a introdução dos dados é concluída, a análise fica imediatamente disponível, sem qualquer custo.

Em vez de um relatório estático, as empresas passam a ter acesso a insights contínuos para apoiar a tomada de decisões estratégicas.

Rui Luz refere ainda: «O Pay Intelligence permite que uma organização estruture a forma como toma decisões de remuneração hoje, de modo a entender e controlar o seu sistema de compensação amanhã.»

O contexto regulatório

A Diretiva Europeia de Transparência Salarial1 entrou em vigor em junho de 2023. Os Estados-Membros tinham até 7 de junho de 2026 para a transpor para a legislação nacional. Portugal não cumpriu o prazo, à semelhança de vários outros países europeus, mas o processo avançou entretanto: a 5 de agosto de 2026, o Governo publicou o projeto de proposta de lei de transposição, que altera a Lei 60/2018 e se encontrou em apreciação pública até 25 de agosto. Trata-se, no entanto, de uma transposição parcial. O texto conhecido alarga as obrigações de reporte às empresas com mais de 50 trabalhadores e fixa um calendário faseado: as empresas com 250 ou mais trabalhadores, bem como as que têm entre 150 e 249, devem reportar as suas diferenças remuneratórias até 7 de junho de 2027, enquanto as empresas com 50 a 149 trabalhadores têm até 2031.

O diploma reforça ainda o regime sancionatório para situações de reincidência e alarga de um para três anos o prazo de presunção de retaliação sobre trabalhadores que apresentem queixa por discriminação remuneratória. Falta, porém, a aprovação na Assembleia da República e a promulgação presidencial, pelo que o calendário definitivo e alguns detalhes de aplicação, incluindo a forma como o regime interage com o Código do Trabalho português, permanecem por confirmar. A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) continua, entretanto, a fiscalizar o cumprimento com base na legislação nacional já em vigor.

Nos sectores de conhecimento intensivo, a remuneração é, em muitos casos, o principal custo operacional de uma organização, podendo representar entre 50% e 66% da estrutura total de custos. Apesar deste peso, muitas empresas continuam sem conseguir relacionar de forma clara e defensável o valor de cada função, a profundidade das competências exigidas e a banda salarial correspondente.

Esta falta de estrutura torna-se particularmente relevante em contextos de crescimento, contratação e revisão salarial. O fenómeno de pay compression, em que novas contratações entram com salários superiores aos de colaboradores em funções equivalentes já integrados na organização, pode criar desequilíbrios difíceis de detetar sem uma análise contínua.

Para empresas com entre 1.000 e 5.000 colaboradores, a diferença entre uma gestão ad hoc e uma gestão estruturada da remuneração pode representar um impacto anual estimado entre 500.000 e 2.000.000 de euros, considerando poupanças diretas e risco mitigado. Segundo a análise da TiJUBU aplicada à sua base de clientes, este intervalo resulta de fatores como desvios de posicionamento salarial, custos de correção retroativa e exposição a potenciais penalizações regulatórias.

A TiJUBU

A TiJUBU é uma empresa tecnológica portuguesa na área de workforce autonomics. A plataforma é o sistema operativo vivo para a empresa moderna: agentes de inteligência artificial (IA)n que antecipam riscos, reconfiguram estruturas, desenvolvem capacidades e ajudam pessoas a tornarem-se o que são capazes de ser, de forma contínua e autónoma. Ao contrário de sistemas de recursos humanos estáticos construídos uma vez e imediatamente desatualizados, a TiJUBU trata a força de trabalho como o sistema vivo que é, gerindo em tempo real tanto colaboradores humanos como agentes de IA num único ecossistema integrado. A plataforma foi desenhada para ambos os lados da equação do trabalho: para organizações que precisam de antecipar, reconfigurar e crescer, e para colaboradores que querem clareza sobre o seu percurso, as suas competências e o seu valor.

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