As empresas estão a investir cada vez mais em iniciativas de experiência do colaborador, onboarding e desenvolvimento de talento. No entanto, esse esforço nem sempre é reconhecido por quem o vive diariamente.
Esta é uma das principais conclusões do Gen@Work, estudo desenvolvido pela UPPartner, que comparou a perceção de 76 profissionais de recursos humanos (RH) e 403 trabalhadores entre os 25 e os 35 anos sobre a experiência do colaborador, onboarding, proposta de valor ao colaborador e práticas de gestão de talento, procurando compreender até que ponto as práticas implementadas pelas organizações são efetivamente reconhecidas e vividas pelos seus trabalhadores.
Os resultados revelam diferenças significativas entre a perceção das organizações e a experiência reconhecida pelos trabalhadores. Enquanto 47,4% dos profissionais de RH referem a avaliação da experiência do colaborador como uma prática presente nas suas organizações, apenas 26,6% dos trabalhadores afirmam reconhecer essa realidade.
A mesma tendência verifica-se na clarificação da cultura organizacional e da proposta de valor ao colaborador: 42,1% dos RH indicam trabalhar ativamente esta dimensão, mas apenas 23,1% dos trabalhadores reconhecem esse esforço na sua experiência diária.
Filipa Lopes, marketing director para PR & Influencer e especialista em Strategy and Corporate Communication, assinala que estes resultados demonstram que o desafio das organizações não está necessariamente na ausência de iniciativas, mas na forma como estas chegam aos trabalhadores. E explica: «Os dados sugerem que muitas organizações já investem em práticas relacionadas com experiência do colaborador, integração e proposta de valor. No entanto, a existência dessas iniciativas não garante, por si só, que sejam reconhecidas ou valorizadas pelos trabalhadores. Existe uma diferença entre aquilo que é desenhado pelas organizações e aquilo que é efetivamente experienciado pelas pessoas.»
O estudo mostra ainda que apenas 39,5% das empresas indicam ter práticas de onboarding específicas para trabalhadores entre os 25 e os 35 anos, reforçando a importância de uma fase considerada crítica para a integração, adaptação e retenção de talento.
Ainda segundo Filipa Lopes, esta diferença entre intenção e experiência deve ser vista como um indicador estratégico para as organizações. Ou seja: «Durante muitos anos, a atenção esteve centrada na criação de políticas, benefícios e iniciativas. Hoje, o desafio passa cada vez mais por compreender de que forma essas ações são percebidas pelas pessoas. A experiência dos trabalhadores não é definida apenas pelo que a organização faz, mas pela forma como essas práticas são vividas no dia a dia.»
Mais do que criar iniciativas, os resultados do Gen@Work sugerem que as organizações podem beneficiar de uma maior capacidade para avaliar o impacto real dessas iniciativas e compreender de que forma são percecionadas pelos seus trabalhadores.
Compreender esta diferença é essencial para aumentar a eficácia das estratégias de talento e fortalecer a relação entre organizações e trabalhadores, diz Filipa Lopes, fazendo notar que «as organizações mais eficazes não são necessariamente aquelas que implementam mais iniciativas, são aquelas que conseguem garantir que aquilo que prometem é reconhecido, compreendido e vivido pelas suas pessoas». É nessa coerência, sintetiza, «que se constrói confiança, pertença e uma relação mais duradoura entre trabalhadores e organizações».
O Gen@Work integra a aposta da UPPartner na produção de conhecimento aplicado sobre os desafios que impactam organizações e pessoas, apoiando a definição de estratégias mais eficazes de comunicação interna, employer branding e experiência do colaborador.
O estudo pode ser descarregado aqui.
A UPPartner
Fundada em 1989, a UPPartner é uma agência de comunicação e marketing multidisciplinar que transforma marcas através de estratégia, criatividade e inovação orientada por dados. Atua em diversas áreas – branding, retail, marketing digital, relações públicas, influencer marketing, design, produção audiovisual, eventos e employer branding – num modelo one-stop-buy que assegura consistência em todos os pontos de contacto. Com mais de três décadas e meia de experiência, uma equipa de mais de 50 especialistas e um portefólio reconhecido com mais de 90 prémios nacionais e internacionais, trabalha lado a lado com clientes B2B (business to business) e B2C (business to consumer) para gerar crescimento estratégico, impacto sustentável e resultados mensuráveis.
