Cachapuz

Quando os colaboradores crescem com a empresa

Texto: Redação «human» Fotos: DR

Graça Cunha Coelho, Chief Executive Officer (CEO) da Cachapuz, salienta que o facto de integrarem o Bilanciai Group «permite aceder a uma rede global de conhecimento, partilha e inovação tecnológica, sem perder a autonomia e a identidade». Acredita mesmo que «esta união entre bases sólidas e uma visão orientada para o futuro é o que tem impulsionado o crescimento de forma consistente e com propósito».

As 64 pessoas da equipa estão distribuídas por diferentes áreas operacionais, técnicas, engenharias e administrativas, e são de várias gerações. «A diversidade de experiências, percursos e perspetivas enriquece profundamente a nossa cultura organizacional», faz notar a responsável, para logo acrescentar: «As diferenças geracionais são reais e sentem-se no dia-a-dia: temos colaboradores com décadas de experiência, com um conhecimento técnico profundo e uma relação muito prática com o trabalho, e temos jovens que chegam com novas expectativas, maior fluidez digital e uma visão diferente sobre equilíbrio, propósito e desenvolvimento. Conciliar estas perspetivas é um desafio, mas também uma oportunidade.» Mais: «Na Cachapuz, trabalhamos para que esta diversidade seja uma força. Isso implica ajustar práticas de comunicação, criar espaços de aprendizagem intergeracional, promover lideranças capazes de gerir equipas heterogéneas e garantir que cada pessoa – independentemente da idade – encontra condições para se desenvolver e sentir que pertence. É aqui que o bem-estar organizacional ganha ainda mais relevância: como um sistema que cria pontes, reduz distâncias e assegura que todos têm lugar e voz numa organização que quer continuar a crescer com valor e de forma sustentável.

A Cachapuz aposta para a sua equipa em pessoas que «acrescentem valor não apenas pelo que sabem fazer, mas pela forma como fazem», partilha Graça Cunha Coelho, para logo adiantar: «As competências técnicas são importantes e necessárias, mas acreditamos que podem ser aprendidas – e temos o know-how, a experiência e os recursos internos para as desenvolver. O que realmente diferencia alguém na nossa organização são as competências humanas e sociais: como gere emoções, stress e pressão, como toma decisões em contextos exigentes, como mantém equilíbrio psicológico e foco, como interage com colegas, chefias e equipas, como comunica de forma clara, assertiva e não-violenta, como coopera e constrói confiança.»

No fundo, valoriza-se «pessoas comprometidas, dedicadas, que se identifiquem com a cultura da empresa e que queiram crescer com ela», refere, para logo acrescentar: «Queremos pessoas que vejam a Cachapuz como sua, que tragam energia, curiosidade e vontade de fazer bem. Procuramos perfis que respeitem a diversidade de pensamento, que saibam trabalhar em equipa e que contribuam para um ambiente onde a inovação acontece porque existe confiança, autonomia e sentido de responsabilidade. Mais do que um conjunto de competências técnicas, procuramos pessoas com atitude, propósito e vontade de construir um futuro connosco.»

Colocar as pessoas no centro da organização

Sem deixar de referir que «as pessoas e a tecnologia continuam a estar no centro dos desafios da Cachapuz», Graça Cunha Coelho faz notar que atualmente olham para essas dimensões «de forma ainda mais integrada e estratégica». Ou seja: «A evolução tecnológica mantém-se acelerada, exigindo-nos capacidade de adaptação contínua e uma forte aposta na requalificação das nossas equipas. No entanto, este ano demos um passo muito relevante na forma como estruturamos a nossa abordagem às pessoas. A certificação na norma NP 4590:2023 – Sistema de Gestão do Bem-Estar e Felicidade Organizacional, que nos distingue como a primeira empresa portuguesa do sector industrial a alcançar este reconhecimento, veio formalizar uma preocupação que sempre fez parte do nosso ADN: colocar as pessoas no centro da organização.»

A responsável acrescenta ainda: «Mais do que um desafio, a gestão de pessoas é, para nós, um fator crítico de sucesso. Acreditamos que equipas mais felizes e realizadas são também mais inovadoras, mais resilientes e mais capazes de responder aos desafios tecnológicos e de mercado. Por isso, para além da tecnologia e das pessoas, destacamos a importância de manter uma cultura organizacional forte, sustentável e alinhada com o nosso propósito. O nosso maior desafio, e será também a nossa maior oportunidade, é continuar a equilibrar inovação tecnológica com uma gestão humanizada, criando valor sustentável para todas as partes interessadas.»

Graça Cunha Coelho volta a destacar a recente certificação na norma NP 4590:2023, para ainda detalhar: «Não se trata apenas de uma certificação, mas de um marco na forma como entendemos a inovação: não apenas tecnológica, mas também organizacional e humana. Acreditamos que o crescimento sustentável exige um equilíbrio entre a cocriação de valor e a responsabilidade social, e esta abordagem reflete esse nosso compromisso. Contamos com uma equipa com autoridade para falar sobre pessoas, sobre bem-estar e sobre felicidade organizacional com rigor e profundidade, integrando-os na estratégia da empresa. Priorizar as pessoas não é slogan nem uma moda, mas sim uma escolha consciente e estruturada. É esta visão que nos permite continuar a inovar com propósito, com responsabilidade e com a convicção de que não promovemos apenas melhores resultados, como também um impacto positivo nas nossas pessoas, nos nossos parceiros e clientes e na sociedade. Impacto esse que contribui para um futuro mais justo, inclusivo e sustentável para todos.»

Finalmente, a CEO da Cachapuz fala de algo que na empresa se traduz numa prática de recursos humanos marcante: o onboarding. «É uma etapa fundamental para garantir que cada novo colaborador se sente bem-vindo, valorizado e integrado desde o primeiro dia. Trata-se de um processo estruturado, pensado para que quem chegue compreenda rapidamente a cultura da empresa, o propósito, os objetivos e o seu papel dentro da organização. Apostamos num acolhimento próximo, que combina informação, acompanhamento e contacto direto com as equipas. O processo inclui uma receção inicial com os Recursos Humanos, onde são apresentados os principais documentos e princípios orientadores da empresa, seguida de uma reunião com a Direção Geral para formalização do vínculo e alinhamento de expectativas. Os novos colaboradores realizam depois uma visita às instalações e passam por todos os departamentos, conhecendo responsáveis, funções e dinâmicas internas, antes de se integrarem na sua equipa.» Graça Cunha Coelho diz ainda que acreditam que «a integração é responsabilidade de todos, daí a promoção de um ambiente colaborativo onde cada colega contribui para que a adaptação seja rápida, confortável e positiva».

40%

Na Cachapuz, o EBITDA – Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation, and Amortization (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) cresceu 40% de 2024 para 2025.

49%

O crescimento nos resultados sobe mais nove pontos percentuais (para 49%) se se levar em consideração as amortizações; EBIT (Earnings Before Interest and Taxes).

– «People Engagement Awards», da Cegoc: 6º lugar nas Médias Empresas (de 51 a 250 colaboradores); vencedora como média empresa no macro sector «Indústria, Construção e Atividades Produtivas»

– «Empresa de Excelência para Trabalhar em Portugal», da revista «human»

Cachapuz – Weighing & Logistics Systems

Sede: Braga

Atividade: Sector da Pesagem, Software e Automação Industrial

Número de colaboradores: 64 (18 Mulheres, 46 Homens)

Média de idades: 43 anos

Antiguidade média: 13 anos

Colaboradores em contacto com IA no trabalho: ND

Site: www.cachapuz.com

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