Como líderes e empreendedores, temos o dever primeiro de orientar. É nossa responsabilidade dar as ferramentas, alinhar as expectativas e mostrar o caminho da adaptação. O erro faz parte do processo; a dúvida é legítima. No entanto, a orientação tem um prazo.
Texto: : Andre Bocater Szeneszi Imagem: Pexels
No mundo do empreendedorismo, a velocidade de resposta é uma métrica de sobrevivência. Como cofundador e head da wBrain Europe, lido diariamente com a necessidade de estratégia e agilidade. E, nessa jornada, aprendi uma lição dura: o talento técnico nunca compensará uma mentalidade de reclamação.
Ao longo da minha jornada, identifiquei três perfis claros nas organizações, e um deles é um cancro que precisa de ser extirpado.
1. O reclamador: o cancro organizacional
Este é o colaborador que gasta grande parte do seu tempo a polir o problema e raramente a construir a solução. Reclama do processo, do mercado, da liderança, dos impostos, do Governo e da pressão. É um perfil que não se ajusta, que é rígido. Para o empreendedor, este colaborador é um dreno de energia e de lucro. A reclamação sem proposta de solução não é feedback é ruído, ou pior, mexerico da pior qualidade. É um vírus que contamina o clima organizacional e rouba o tempo de quem quer produzir.
2. O adaptável: a maturidade necessária
Este colaborador compreende que o cenário empresarial é instável por natureza. Não se submete cegamente, olha para a realidade com maturidade. Quando o mercado muda ou a pressão aumenta, ajusta a rota sem perder os valores. É quem mantém a engrenagem a girar enquanto o caos se instala lá fora.
3. O arquiteto da solução: o perfil de elite
Este não espera pela ordem para mudar. Antecipa-se. Quando identifica uma falha, traz a solução na mesma frase em que aponta o erro. É o braço direito de qualquer empreendedor e candidato natural a entrar no quadro societário da empresa.
Dever de orientar versus coragem de demitir
Como líderes e empreendedores, temos o dever primeiro de orientar. É nossa responsabilidade dar as ferramentas, alinhar as expectativas e mostrar o caminho da adaptação. O erro faz parte do processo; a dúvida é legítima. No entanto, a orientação tem um prazo. Se, após o feedback, o acompanhamento e a clareza nas metas, o colaborador opta por continuar no ciclo vicioso da queixa, o caminho é um só: a rua.
Pode parecer duro, mas ser «sem dó» neste contexto é, na verdade, um ato de respeito para com os colaboradores que vestem a camisola e que se adaptam diariamente. Manter um reclamão na equipa é injusto para com os melhores. Não há espaço para quem gasta energia a tentar provar que o sistema está errado em vez de o fazer funcionar.
«Não reclames, não te expliques, apresenta-te e faz o teu melhor.» – Bernardinho, treinador de voleibol, economista e empresário
A empresa que não corta o mal pela raiz perde terreno sem se aperceber. O tempo de «escutar» quem não quer construir acabou. No mercado de 2026, ou trazes a solução, ou deixas o lugar para quem tem fome de fazer acontecer.

Andre Bocater Szeneszi, co-founder e head da wBrain Europe (presença no LinkedIn aqui)

A wBrain tem como propósito guiar pessoas e organizações a inovarem nas suas formas de propor, desenvolver e validar os negócios. Cultura não é discurso, é prática. A empresa vive uma cultura colaborativa, onde a troca de experiências e a aprendizagem contínua fortalecem cada equipa e impulsionam o crescimento coletivo. Mantem um ambiente acolhedor e seguro, que valoriza a autenticidade e o respeito. Cada pessoa tem espaço para ser quem é, partilhar ideias e construir junto. As metodologias da wBrain, exclusivas, são o alicerce para que cada profissional atue com clareza, propósito e autonomia, encontrando o equilíbrio entre estrutura e liberdade criativa. Mais do que uma empresa, é uma rede de profissionais do conhecimento, conectados por valores, por propósito e pela vontade de transformar o mercado com inteligência, empatia e impacto. A cultura wBrain aponta para um espaço onde o conhecimento se multiplica e as pessoas crescem.
