Dossier «Empresas que Inspiram o Talento»

Doutor Finanças: um percurso de crescimento

Texto: Redação «human» Fotos: DR

Fintech na área do bem-estar financeiro, o Doutor Finanças aposta no poder transformador do conhecimento e no seu portal disponibiliza artigos, dicas de poupança, ferramentas e simuladores para ajudar as pessoas a fazer uma melhor gestão das suas finanças. Através da Academia Doutor Finanças, leva formação certificada em finanças pessoais a empresas, autarquias, escolas e organizações não governamentais (ONGs), promovendo a literacia financeira e dando as ferramentas para alcançar maior bem-estar financeiro. Conta com uma equipa de mais de 300 colaboradores, a que se juntam mais de 400 especialistas na rede de franchising.

Irene Vieira Rua, a Chief People Officer, apresenta a estratégia de employer branding e atração de talento, assinalando que «nasceu de uma convicção simples – uma marca empregadora forte constrói-se a partir de dentro». E acrescenta: «Foi essa visão que nos levou, desde 2021, a estruturar uma abordagem assente numa proposta de valor clara e num conceito agregador – ‘Aqui Tu Podes’. Este conceito traduz o que queremos que as pessoas sintam quando se cruzam com a nossa marca: que este é um lugar onde podem ser autênticas, crescer, experimentar, aprender e ter impacto real na vida financeira dos outros.»

Desde 2021 tem vindo a ser consolidada «uma estratégia que liga cultura, comunicação e experiência das pessoas, com o objetivo de posicionar o Doutor Finanças como uma organização de referência para trabalhar, reforçando a ligação dos colaboradores à marca e a capacidade de atrair talento alinhado com o propósito», refere ainda a responsável. «Este trabalho tem sido desenvolvido em parceria entre as equipas de Brand e de People & Culture. Acreditamos que a articulação é essencial porque une duas dimensões inseparáveis: por um lado, a narrativa, o posicionamento e a forma como a marca se expressa; por outro, a experiência real das pessoas, os processos de recrutamento e a proximidade ao talento. É esta ligação que garante coerência entre o que comunicamos e o que é vivido na organização», assinala.

Irene Vieira Rua, Chief People Officer

Quando a marca empregadora reflete a realidade

Employer branding, no Doutor Finanças, «não é uma disciplina de comunicação, é uma consequência da forma como lideramos, desenvolvemos e cuidamos das nossas pessoas», diz ainda Irene Vieira Rua, para logo detalhar: «É por isso que esta estratégia está integrada na visão de People & Culture. Nos últimos anos investimos em construir bases mais claras, justas e escaláveis para o desenvolvimento das pessoas, através de iniciativas como o novo modelo de carreiras, o reforço da formação contínua, a aposta no bem-estar e a criação de percursos de desenvolvimento mais transparentes. Quando a experiência interna é consistente, a reputação externa constrói-se de forma muito mais natural. A marca empregadora deixa de ser uma promessa e passa a ser um reflexo da realidade.»

Fernando Rente, Senior Director Brand & Communication, faz notar por sua vez que atuam «num sector altamente especializado, onde coexistem competências técnicas muito exigentes com uma forte dimensão humana». E acrescenta: «Todos os dias ajudamos pessoas a tomar decisões financeiras com impacto real nas suas vidas e isso exige profissionais tecnicamente competentes, mas também próximos, empáticos e capazes de gerar confiança. Um dos principais desafios passa naturalmente pela atração de talento em áreas como tecnologia, onde competimos com organizações de grande dimensão e elevada notoriedade. A nossa resposta não tem sido tentar competir apenas pela remuneração ou pelos benefícios. Tem sido afirmar aquilo que nos diferencia – uma fintech com propósito, cultura forte, espaço real para crescer e a possibilidade de gerar impacto desde o primeiro dia.»

Crescer com a organização

Irene Vieira Rua partilha que «o crescimento do Doutor Finanças trouxe uma diversidade de funções», daí a procura por perfis muito diferentes entre si, mas existe um denominador comum: «queremos pessoas que se revejam na nossa cultura e nos nossos valores e que tenham vontade de aprender, colaborar e construir». Mais: «Valorizamos competências técnicas, sobretudo em áreas mais especializadas, mas acreditamos que o potencial de aprendizagem, a atitude, a curiosidade e a capacidade de evoluir são fatores igualmente determinantes. Mais do que preencher uma função, procuramos pessoas que queiram deixar uma marca na organização e crescer connosco.»

Quanto à proposta de valor, assenta na convicção de que «as pessoas dão o seu melhor quando trabalham num contexto onde sabem quem podem ser, percebem para aonde podem crescer e sentem que o seu contributo faz diferença», explica Fernando Rente. E frisa: «Queremos proporcionar exatamente isso. Um ambiente onde existe espaço para autenticidade, aprendizagem, desenvolvimento e mobilidade interna, sustentado por uma cultura de proximidade, confiança e responsabilidade. Mais do que oferecer um conjunto de benefícios, procuramos construir uma experiência consistente ao longo de toda a jornada da pessoa na organização.»

Entre 2021 e 2025, o Doutor Finanças passou de cerca de 100 pessoas para mais de 320. Esse crescimento trouxe novas áreas de negócio, novas geografias, maior especialização e uma complexidade organizacional significativamente superior. «O desafio deixou de ser apenas acompanhar o crescimento, passou a ser garantir que, à medida que a organização evolui, continua a oferecer uma experiência consistente, justa e coerente a todas as pessoas», assinala Fernando Rente. Irene Vieira Rua complementa: «Foi para responder a esse contexto que investimos no nosso modelo de carreiras e noutras iniciativas estruturantes. Quisemos construir bases sólidas que permitam escalar sem perder aquilo que sempre nos distinguiu – proximidade, autenticidade e uma forte dimensão humana.» Os responsáveis acreditam mesmo que este será um dos grandes desafios das organizações nos próximos anos. Ou seja: crescer é relativamente fácil, já crescer mantendo a cultura, a confiança e o compromisso das pessoas é bastante mais difícil, e é aí que se testa a qualidade da liderança.

Programa Doutores Embaixadores no Campus

Dirigido a estudantes universitários, o programa foi criado para estreitar a relação com universidades e estudantes, dando a conhecer o Doutor Finanças a partir de dentro e criando oportunidades de contacto direto com a sua cultura, as suas equipas e a sua forma de trabalhar. Os participantes têm acesso a experiências como formação, mentoria, shadowing days, eventos e momentos de contacto com diferentes áreas da organização, que procura jovens com energia, vontade de aprender e interesse pela literacia financeira.

O programa começou com um projeto-piloto em 2024, com 10 embaixadores. Em 2025 avançou-se para uma segunda edição, com um percurso mais estruturado e enriquecido por momentos de contacto com a empresa, desde mentoria e workshops até shadowing days e sessões de partilha. Agora, em 2026, com um parceiro externo, o programa ganha uma dimensão anual e nacional. Para além da visibilidade, há o valor do ponto de vista da identificação de talento e da criação de experiências significativas para quem participa. Um exemplo é o percurso de dois ex-embaixadores, o Gonçalo e a Lara, que acabaram por integrar a equipa.

Madalena Gonçalves: «Voltaria a vestir a bata.»

Embaixadora na segunda edição, Madalena Gonçalves fala de «uma experiência incrível» que marcou o seu primeiro contacto com o mercado de trabalho. E recorda: «Ter a oportunidade de entrar numa empresa, acompanhar o seu dia-a-dia de perto, conhecer outros departamentos e ver como cada equipa trabalha é enriquecedor, pois permite uma aprendizagem enorme num curto espaço de tempo.»

Partilha ainda: «A forma como o programa está pensado é fenomenal, tanto para nós, estudantes, porque nos dá a conhecer às empresas, como para as empresas, que conseguem ver o talento que existe nas universidades. Além disso, o ambiente e as pessoas que conhecemos tornaram a experiência mais fácil, e foi possível expandir a nossa rede de contactos e abrir horizontes. No geral, o programa decorreu de uma forma muito leve e divertida. Foi marcante, deu-me mais confiança para o futuro. Voltaria a vestir a bata, sem dúvida.»

Indicadores RH

» 323 colaboradores

» 60% mulheres, 40% homens

» 21 a 30 anos, 28,17%; 31 a 50 anos, 64%; 51 a 69 anos, 8%

» 7.086 candidaturas

» Great Place To Work: 6.º lugar nas empresas de 201 a 500 colaboradores

https://www.doutorfinancas.pt

Nota: Dados relativos a 2025


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