A Randstad divulgou os 50 destaques do mercado de trabalho português relativos ao segundo trimestre de 2026, com base nos resultados do Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Um dos dados mais marcantes deste trimestre reflete a capacidade de retenção a longo prazo no mercado de trabalho nacional: 1,39 milhões de profissionais têm uma antiguidade superior a 20 anos no seu emprego atual, o que equivale a 25,7% do total de empregados. Este rácio de um em cada quatro profissionais espelha uma situação que seguia uma tendência crescente até ao impacto da pandemia e que, a partir de 2020, seguiu uma tendência negativa, estabilizando neste último trimestre.
O mercado de trabalho português registou um aumento da população ativa em 53,5 mil pessoas durante o segundo trimestre de 2026. Com esta subida, Portugal supera, pela primeira vez na história, a barreira dos 5,7 milhões de ativos, o que representa um crescimento homólogo de 2,2%.
No segundo trimestre de 2026, o número de pessoas empregadas aumentou em 99 mil, quase alcançando os 5,4 milhões de profissionais, com a taxa de emprego a fixar-se nos 58,3%. A estabilidade contratual mantém-se a norma: entre os 4,57 milhões de trabalhadores por conta de outrem, 85,5% têm contrato sem termo, com a taxa de emprego a termo a situar-se nos 14,5%.
Apesar dos indicadores de volume, a análise às qualificações volta a expor desafios estruturais. Atualmente, 29% de todas as pessoas empregadas em Portugal continuam a ter um baixo nível de qualificação (no máximo, o ensino secundário obrigatório), uma proporção que duplica a média da União Europeia. Em contraponto, 36,1% dos profissionais empregados possuem o ensino superior completo, um grupo que regista uma expressiva taxa de emprego de 81,3%.
Desemprego cai e teletrabalho recupera
O desemprego diminuiu em 45,5 mil pessoas no segundo trimestre de 2026, totalizando 300,8 mil desempregados. Em termos homólogos, verificou-se uma redução significativa de 8,7%, o que fez a taxa de desemprego descer para os 5,3%. Os jovens e os desempregados de longa duração continuam, no entanto, a requerer atenção: a taxa de desemprego jovem (16-24 anos) recuou para 18,3% (ainda três vezes superior à média nacional) e 40,2% dos desempregados continuam à procura de emprego há mais de um ano.
Isabel Roseiro, diretora de marketing da Randstad, refere: «Os dados do segundo trimestre de 2026 revelam um mercado de trabalho muito resiliente, que alcançou recordes históricos na população ativa. É particularmente interessante o nosso novo destaque: o facto de um em cada quatro profissionais estar há mais de 20 anos na mesma empresa. Estes são sinais de estabilidade, assente tanto na experiência acumulada como na capacidade de adaptação dos profissionais. O grande desafio passa agora por continuar a apostar na formação continuada para acompanhar a evolução das empresas.»
No que diz respeito ao regime de teletrabalho, este inverteu a queda registada no início do ano e aumentou em 33,1 mil pessoas. Atualmente abrange 1,15 milhões de profissionais, o equivalente a 21,3% da população empregada. O modelo híbrido (presencial e em casa) reforça a sua posição como a principal modalidade, sendo a escolha de 40,8% dos teletrabalhadores. A nível geográfico, apenas a Península de Setúbal e a Grande Lisboa registam valores acima da média nacional.
Dinâmica empresarial e emprego público em alta
O tecido empresarial manteve uma tendência positiva iniciada no ano anterior, com a constituição de empresas a superar largamente as dissoluções. Só em junho de 2026, foram constituídas 3.639 entidades, contra 793 dissolvidas.
Outro dado em destaque neste trimestre prende-se com o aumento do emprego nas administrações públicas, que aumentou em 7.650 pessoas (+1%) face ao período homólogo, superando a fasquia dos 768 mil profissionais. A administração central concentra 75,3% destes trabalhadores. A nível de funções, o maior grupo profissional corresponde a assistentes operacionais, operários e auxiliares, destacando-se ainda que 37,2% de todo o emprego público atua nas áreas cruciais da saúde e educação.
Mais informações sobre o estudo da Randstad aqui.
A Randstad
A Randstad é uma empresa com destaque global na área do talento. Está empenhada em proporcionar oportunidades equitativas a pessoas de todas as origens e ajudá-las a ser relevantes no mundo do trabalho de forma rápida e ágil. Tem profundo conhecimento do mercado de trabalho e ajuda os seus clientes a criar a força de trabalho de alta qualidade, diversificada e ágil de que precisam para serem bem-sucedidos. Os seus cerca de 46.000 empregados em todo o mundo têm um impacto positivo na sociedade, ajudando as pessoas a realizar o seu verdadeiro potencial ao longo da sua vida profissional.
Em Portugal, a Randstad é distinguida há dois anos com o Prémio Cinco Estrelas, um selo de qualidade para clientes e candidatos, e desde há cinco com o prémio Top Employer, que reconhece o ambiente positivo e inovador para os seus colaboradores.
A Randstad foi fundada em 1960 e tem a sua sede em Diemen, na Holanda. Em 2022, nos seus 39 mercados, ajudou mais de dois milhões de pessoas a encontrar um emprego que ambicionam e aconselhou mais de 230.000 clientes sobre as suas necessidades de talento. Criou receitas no valor de 27,6 mil milhões de euros.
A Randstad NV está listada na Euronext Amsterdam.
