Numa indústria em que muitas marcas apostam em oferecer quartos e serviços, a DHM – Discovery Hotel Management propõe algo diferente: reinventar a forma como se vive o turismo em Portugal, promovendo autenticidade, sentido de pertença e experiências que vão além da estadia.
Texto: Redação «human» Fotos: DR
Mara Leitão, a Diretora de Recursos Humanos da DHM, começa por assinalar que o que inspirou a criar uma cultura tão focada nas pessoas e na ideia de tribo foi uma convicção muito clara: «São as pessoas que fazem verdadeiramente a diferença na experiência de quem nos visita, muito mais do que qualquer infraestrutura.» A partir desse princípio, perceberam que «não bastava ter boas equipas, era essencial construir um ambiente onde cada pessoa se sentisse parte de algo maior, uma verdadeira tribo – uma tribo onde existe entreajuda, proximidade e um sentido de pertença». Ou seja: «Queremos que quem faz parte da DHM sinta que não está sozinho, que a empresa está presente e disponível para apoiar nos momentos que realmente importam. Seja nos momentos de grande felicidade, como o nascimento de um filho, seja nos períodos mais exigentes e difíceis da vida. No fundo, a nossa cultura nasce da vontade de cuidar de quem cuida dos nossos clientes. Porque só assim conseguimos criar experiências memoráveis.»
A responsável assinala ainda: «Queremos que a DHM seja reconhecida como um excelente lugar para trabalhar, e como um espaço onde o talento cresce com propósito. Onde conseguimos atrair pessoas pelo que somos, ajudá-las a crescer de forma contínua e, acima de tudo, dar oportunidade de crescer internamente sempre que surgem oportunidades, porque acreditamos numa cultura de meritocracia. Na DHM, valorizamos o mérito, o desempenho e a atitude, e trabalhamos para que quem está connosco e quer evoluir encontre cá dentro o próximo passo do seu percurso».
Ou seja, na DHM acredita-se «num futuro onde o talento da empresa é cada vez mais autónomo e está preparado para evoluir, sempre ancorado numa cultura de proximidade e cuidado». Trata-se, afinal, de uma ambição simples, como partilha a responsável: «Queremos garantir que cuidamos das nossas pessoas com a mesma dedicação com que queremos que elas cuidem dos nossos clientes, criando uma tribo forte, resiliente e pronta para o futuro.»
«Acreditamos num futuro onde o talento da empresa é cada vez mais autónomo e está preparado para evoluir, sempre ancorado numa cultura de proximidade e cuidado.»
Mara Leitão, Diretora de Recursos Humanos

Um propósito central
Na identidade e na filosofia da DHM há um propósito central, o de «reinventar a forma como se vive o turismo em Portugal, focando-se em autenticidade e sentido de pertença», diz Mara Leitão, falando ainda de um posicionamento diferenciador, em que a empresa se define como «guardiã do local», sendo cada hotel «uma porta de entrada para a cultura, a natureza e a identidade da sua região». Refere ainda a diferenciação sustentável, com a empresa a apostar na regeneração de ativos hoteleiros existentes, transformando-os através de melhoria da oferta, rebranding e guest experience, em vez de construir de raiz. «Este compromisso, visível em casos como o Dolce CampoReal Lisboa e o Crowne Plaza Caparica Lisbon, demonstra um impacto socioeconómico e ambiental positivo nos territórios e nas comunidades locais», explica, assinalando ainda o manifesto inspirador», segundo o qual acreditam que «a hospitalidade é mais do que acolher – é criar ligações e histórias». Porque na DHM «o luxo está nas pequenas coisas».
O coração da marca empregadora
Há um conceito chave na DHM, em que a cultura interna é designada como uma «tribo», e o lema é «1Tribe 2Thrive». «Baseia-se num espírito de comunidade, entreajuda e propósito comum», explica a responsável, falando ainda da personalidade da marca («a cultura é definida por cinco traços de personalidade – Corajosa, Colaborativa, Divertida, Criativa e Inconformada») e de valores em ação, deixando exemplos de comportamentos que materializam estes valores:
– Coragem («Brave hearts») – fazer o que está certo mesmo quando ninguém está a ver;
– Criatividade («Free thinkers») – desafiar o status quo, questionando premissas e experimentando ativamente novas abordagens para desenhar o futuro;
– Equipa («Tribe) – não deixar um colega falhar, dando-lhe apoio mesmo quando não é pedido;
– Excelência («Gold standard») – focar e privilegiar a qualidade e o impacto acima da quantidade ou do volume de trabalho (menos mas melhor);
– Diversão («Bohemian rhapsody») – celebrar (muito) as conquistas com humildade e autenticidade.
Proposta de valor para o colaborador
Mara Leitão refere-se ainda à proposta de valor para o colaborador (EVP, employer value proposition), deixando alguns exemplos de desenvolvimento de carreira, flexibilidade e bem-estar e ainda benefícios e vantagens competitivas.
Em relação à carreira, destaca o acesso a formação contínua através da DHM Academy (formação especializada e internacional), planos de sucessão, programas de mentoria e aposta na mobilidade interna (interdepartamental e entre unidades ou sede).
No âmbito da flexibilidade e do bem-estar, oferece trabalho remoto para funções elegíveis, permitindo a contratação de talento de diferentes geografias (Porto, Algarve, etc), bem como um conjunto de benefícios, como seguro de saúde, dia de folga no aniversário e acesso à plataforma Pulso (com apoio jurídico, nutricional e psicológico).
Finalmente, em termos de vantagens competitivas, refere o subsídio de alimentação complementado com almoço de refeitório (não perdendo a remuneração), descontos para colaboradores, família e amigos nas unidades do grupo e vouchers de aniversário e Natal.
A terminar, a responsável partilha um dado histórico do inquérito anual da DHM: nove em cada 10 colaboradores afirmaram sentir-se felizes a trabalhar na empresa.
—
»» DESTAQUES

Cuidar dos outros através da comida
Hortense Silva, ou Dona Hortense, como hoje é conhecida, entrou no Santiago Hotel Cooking & Nature, em Santiago do Cacém, a 1 de julho de 2017, ano de abertura da unidade, como cozinheira de terceira. Desde esse primeiro dia, trouxe consigo muito mais do que técnica. Trouxe raízes, memória e uma forma muito própria de cuidar dos outros através da comida.
O seu percurso é um reflexo de dedicação e talento. Em 2018, foi promovida a cozinheira de segunda e em 2022 alcançou a posição de cozinheira de primeira. No mesmo ano, em setembro, assumiu o papel de subchefe de cozinha, num momento de transição importante para o hotel. Com a saída do resident manager, que até aí desempenhava funções de chefe de cozinha, Hortense deu um passo em frente com coragem e competência. Desde então, cresceu, afirmou-se e tem agora uma posição de liderança como chefe de cozinha do Santiago Hotel. Alentejana de gema, natural de Santiago do Cacém, a Dona Hortense é também mãe e avó. A sua cozinha vai além do sabor: é emoção, memória, conforto. Quem visita o Santiago Hotel dificilmente esquece a sua sopa de tomate à alentejana, que apetece comer mesmo nos dias de calor intenso. Ou o arroz de polvo, que evoca dias longos de verão e praia. E até o mais simples hambúrguer, que arranca sorrisos aos mais pequenos, carrega o cuidado e a autenticidade que definem a sua forma de cozinhar.
Alguns números DHM

» 90% – no inquérito anual de 2025 da DHM, nove em cada 10 colaboradores dizem sentir-se felizes a trabalhar na empresa
» +29.000 – a presença digital da empresa é significativa, e um exemplo é o LinkedIn, onde conta com mais de 29.000 seguidores
» 445 – a DHM recrutou 445 pessoas já em 2026 e tem ainda vagas para as áreas de housekeeping e restauração
