Biofarmacêutica de cariz científico, a AstraZeneca dedica-se à descoberta, ao desenvolvimento e à comercialização de medicamentos nas áreas de Oncologia, Doenças Raras e Biofarmacêutica, incluindo Cardiovascular, Renal e Metabólica e ainda Respiratória, Imunologia e Vacinas.
Texto: Redação «human» Fotos: DeF
Com sede em Cambridge, no Reino Unido, a AstraZeneca tem uma forte presença global com seis centros estratégicos de investigação e desenvolvimento (I&D) nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Suécia e na China, e mais de 30 fábricas em 17 países. Os seus medicamentos são vendidos em mais de 125 países e utilizados por milhões de doentes em todo o mundo.
Maria João Maia, Legal and Human Resources Director da AstraZeneca Portugal, diz que no nosso país «coexistem duas dimensões: a vertente local, responsável pelo interface com o sistema de saúde, pelo acesso e pela implementação de estratégias terapêuticas; e funções com responsabilidade global, que a partir de Portugal suportam operações críticas noutras geografias. Estas dimensões não operam de forma isolada. Partilham liderança, cultura e, em muitos casos, talento.»
Para a responsável, trata-se de «um modelo que permite maior circulação de talento, transferência de conhecimento e consistência cultural, ao mesmo tempo que posiciona Portugal como um ponto relevante na cadeia de valor global da empresa». Ou seja: «Mais do que uma presença local reforçada, há uma integração deliberada de competências que reflete a transformação da própria AstraZeneca enquanto organização e a sua capacidade de alinhar execução local com impacto global.»
A equipa em Portugal reflete esta mudança estrutural. Com cerca de 700 colaboradores e com trajetória de crescimento, representa uma força de trabalho altamente qualificada, com forte presença de funções globais e elevada diversidade cultural. «Mais do que dimensão, o ponto relevante é a complexidade», explica Maria João Maia, assinalando: «Gerimos talento de 40 nacionalidades distribuído por cadeias de valor globais, com exigências de compliance, qualidade e performance locais e globais.»
A AstraZeneca aposta em perfis com três dimensões: pensamento crítico, learning, agility e curiosidade; capacidades e conhecimento técnicos; e capacidade de operar em contexto de ambiguidade, liderar na incerteza e responsabilidade ética elevada. Maria João Maia salienta que «a indústria farmacêutica está sujeita a um escrutínio regulatório e social crescente, pelo que a integridade deixou de ser um valor abstrato para ser uma competência operacional». Assim, «a proposta de valor da empresa não se limita a benefícios ou flexibilidade, é uma proposta exigente que oferece exposição internacional, impacto real em outcomes de saúde e desenvolvimento contínuo, mas em contrapartida exige-se accountability elevada e capacidade de entrega consistente em ambientes exigentes», assinala, referindo ainda «a disponibilização de formação em diversas áreas, de forma a que os colaboradores tenham as condições para ir mais além e estar à altura dos desafios».
A integração de novas gerações na empresa não é vista como uma questão geracional, «é uma questão de arquitetura organizacional», diz a responsável. E assinala: «As gerações mais jovens não estão apenas a trazer novas expectativas; estão a expor limitações de modelos tradicionais de liderança e progressão. Exigem transparência, feedback contínuo e mobilidade real. A resposta não pode ser cosmética. Na AstraZeneca, a redução da estrutura hierárquica é algo muito enraizado, os modelos de gestão de desempenho são atualizados continuamente e nos últimos anos têm surgido vários programas que permitem o desenvolvimento da carreira, quer a nível nacional, quer a nível internacional. Estes programas permitem aos colaboradores desenvolver expertise noutras áreas. A forte cultura de speak-up, inclusão e diversidade, de sustentabilidade e de aprendizagem contínua também é muito valorizada pelas novas gerações. A liderança é sobretudo informal, de influência sem autoridade, e utiliza o coaching como ferramenta para desenvolvimento das equipas.»
«Estamos numa indústria onde as decisões têm impacto direto na vida dos doentes e na sustentabilidade dos sistemas de saúde. Isso implica um modelo de liderança exigente, informado e responsável», refere Maria João Maia.

Ciência, talento e sustentabilidade
O grande desafio na AstraZeneca é a integração entre ciência, talento e sustentabilidade dos sistemas de saúde. Maria João Maia explica que «a pressão sobre preços, acesso e evidência está a aumentar, e isso exige equipas capazes de trabalhar em modelos colaborativos com stakeholders públicos e privados», sendo que, «do ponto de vista de recursos humanos, isto implica desenvolver competências em áreas que tradicionalmente não eram centrais, como literacia em políticas públicas, análise de dados em saúde e gestão de stakeholders institucionais».
A responsável refere ainda a inteligência artificial (IA), «uma ferramenta transformadora e que na AstraZeneca tem sido integrada em todas as áreas de forma ética, responsável e centrada nas pessoas». Mais: «Não é apenas uma inovação tecnológica; é uma transformação do modelo de trabalho. Obriga a requalificação de equipas, criação de novos perfis e a uma revisão dos modelos de decisão. Em recursos humanos, isto traduz-se numa prioridade clara: reskilling contínuo e antecipação de necessidades de talento antes de estas se tornarem críticas. Mas cumprindo sempre um princípio central: a tecnologia deve complementar a decisão humana, não substituí-la.»
A finalizar, Maria João Maia fala das práticas de recursos humanos na empresa, destacando «a transição de modelos de gestão de desempenho baseados em avaliação anual para modelos contínuos, orientados para objetivos dinâmicos e feedback frequente». E comenta: «Isto não é uma tendência, é uma necessidade operacional num contexto onde os ciclos de decisão são cada vez mais curtos. Paralelamente, temos vindo a reforçar políticas de inclusão não como agenda reputacional, mas como fator de performance: equipas diversas tomam melhores decisões em contextos complexos.» Sublinha ainda que «a gestão de pessoas numa organização como a AstraZeneca não pode ser dissociada do seu papel social». Ou seja: «Estamos numa indústria onde as decisões têm impacto direto na vida dos doentes e na sustentabilidade dos sistemas de saúde. Isso implica um modelo de liderança exigente, informado e responsável. O posicionamento de recursos humanos é, por isso, estratégico: não como função de suporte, mas como função que define a capacidade da organização para executar a sua missão num contexto cada vez mais complexo e escrutinado.»
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»» DESTAQUES
97%
Um reflexo do ambiente e da cultura da empresa. Para 97% dos colaboradores, a AstraZeneca é um excelente local para trabalhar; mais, para 96% a empresa está comprometida com o seu bem-estar e para 95% a empresa inspira cada pessoa a dar o seu melhor.
750
Em Portugal, o crescimento projetado para cerca de 750 colaboradores no total não é apenas um número de escala; é um indicador de confiança na capacidade do país para fornecer talento qualificado e operar em cadeias de valor globais críticas. Maria João Maia assinala: «Este número faz da AstraZeneca o maior empregador internacional do sector no nosso país. Acresce que até 2033 a companhia prevê um investimento de 600 milhões de euros, o que revela a aposta em Portugal e no nosso talento. Estes números traduzem uma estratégia clara: crescimento sustentado por ciência, talento e capacidade de execução.»
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»» DISTINÇÕES
– Top Employer, do Top Employers Institute: integra o ranking
– Entidade Empregadora Inclusiva do IEFP: Marca de Excelência
– «Merco Talento Universitário», da Merco: integra o ranking
– «Empresa de Excelência para Trabalhar em Portugal», da revista «human»

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»» A EMPRESA
AstraZeneca Portugal
Sede: Lisboa
Atividade: Investigação e Desenvolvimento de Medicamentos
Número de colaboradores: 700
Média de idades: 39 anos
Antiguidade média: 4 anos
Colaboradores em contacto com IA no trabalho: 100%
Site: www.astrazeneca.pt
