ANA Aeroportos de Portugal

Uma visão orientada para o futuro

Texto: Redação «human» Fotos: DR

O percurso começou com a criação da ANA enquanto entidade pública, tendo a empresa ao longo de décadas desempenhado um papel determinante no desenvolvimento da aviação civil em Portugal. Um momento marcante na história da empresa ocorreu em 2013, com a integração no grupo VINCI Airports, um dos maiores operadores aeroportuários mundiais. Esta transição trouxe uma nova escala, maior capacidade de investimento e a integração numa rede internacional de conhecimento e boas práticas.

Atualmente, a ANA gere uma rede de aeroportos que inclui Lisboa, Porto, Faro, Beja, Madeira e Açores, sendo responsável por garantir operações seguras, eficientes e com elevados padrões de qualidade de serviço. Para além da gestão operacional, a empresa tem vindo a reforçar a sua aposta na inovação, na sustentabilidade e na melhoria contínua da experiência do passageiro. Isabel Heitor, Diretora da Área de Pessoas e Cultura, assinala que «hoje a ANA posiciona-se como um player estratégico no sector aeroportuário, combinando a solidez da sua história com uma visão orientada para o futuro, onde a tecnologia, as pessoas e a sustentabilidade assumem um papel central».

São 21 as pessoas que formam a equipa da Direção de Pessoas e Cultura, estando distribuídas pela área administrativa e de processamento, pela área da gestão de talento (que inclui atração, recrutamento e formação) e pela área de employee experience, que engloba as áreas restantes.

Isabel Heitor diz que para a empresa procuram «pessoas que queiram fazer parte de uma organização com impacto real na sociedade, nomeadamente que asse gura a mobilidade, a ligação entre territórios e a experiência de milhões de passageiros». E detalha: «Mais do que perfis rígidos, valorizamos um conjunto de competências-chave como responsabilidade e segurança (críticas no contexto aeroportuário), capacidade de adaptação e resiliência, orientação para o cliente e para o serviço, trabalho em equipa e colaboração, bem como capacidade de aprendizagem contínua. Não fazemos uma abordagem diferenciada com base na idade ou na geração. A nossa cultura valoriza a diversidade e rejeita qualquer forma de discriminação, garantindo igualdade de oportunidades na contratação, nas relações laborais e no desenvolvimento profissional. Na ANA, olhamos para cada pessoa de forma individual, valorizando o seu percurso, as expectativas e o potencial de contribuição. No entanto, reconhecemos que existem expectativas e formas de trabalhar distintas, que exigem uma maior capacidade de adaptação por parte da organização. As gerações mais jovens tendem a valorizar ambientes mais digitais, feedback frequente e propósito, enquanto profissionais mais experientes trazem profundidade técnica, visão sistémica e uma forte cultura de responsabilidade. Por essa razão, desenvolvemos uma app dedicada ao onboarding, que contamos lançar brevemente. O nosso foco está em criar um modelo de integração inclusivo e equilibrado, onde promovemos a aprendizagem mútua, o respeito pela diversidade de experiências e uma cultura onde todos encontram espaço para crescer e contribuir.»

Quanto à proposta de valor da empresa, «assenta no desenvolvimento, enquanto oportunidades de crescimento, mobilidade e aprendizagem, e no propósito – o de prestar um serviço público», refere ainda a responsável.

Alinhamento com as expectativas das pessoas

Isabel Heitor não tem dúvidas de que «pessoas e tecnologia são dois dos grandes eixos de transformação» para a empresa, adiantando: «Por um lado, há a necessidade de atrair, desenvolver e reter talento num mercado cada vez mais competitivo e exigente. Por outro, a aceleração da transformação digital está a mudar a forma como operamos e tomamos decisões. Mas existem outros desafios igualmente relevantes, como a gestão da complexidade operacional, num ambiente alta mente regulado e crítico, bem como a sustentabilidade, ambiental e social. O grande desafio está em conseguir integrar tudo isto de forma coerente e sustentável.»

A inovação está bem marcada na atividade da empresa, conforme explica a responsável: «A nível global, está patente nos nossos aeroportos, onde a experiência mudou imenso através da disponibilização de equipamentos que permitem por exemplo despachar bagagem de for ma completamente diferente. Na área da gestão das pessoas, temos investido em ferramentas de apoio à gestão. Trata-se de uma evolução que permite passar de uma lógica mais reativa para uma abordagem cada vez mais preditiva e orientada por dados, com impacto direto na eficiência operacional, na experiência do passageiro e na gestão das nossas pessoas. Paralelamente, temos vindo a introduzir soluções digitais que simplificam processos internos e reforçam a autonomia das equipas.»

Isabel Heitor destaca ainda, focando-se nas práticas de recursos humanos, a evolução do modelo de employee experience, «estruturado ao longo de toda a jornada do colaborador, desde a atração até ao mo mento de saída». E explica: «Temos vindo a consolidar iniciativas que reforçam uma experiência mais integrada, por exemplo através de programas de onboarding mais estruturados, do investimento em desenvolvimento e liderança e no reforço da cultura organizacional. Os programas de saúde e bem-estar têm sido naturalmente uma constante. Nos últimos anos, demos enfoque a um programa DEI [diversidade, equidade e inclusão], todo ele construído e implementado para desenvolver uma cultura que abrace a diversidade, a equidade e a inclusão. Este modelo permite-nos garantir maior consistência, proximidade e alinhamento com as expectativas das nossas pessoas.»

Em jeito de conclusão, a responsável sublinha «o foco em construir uma organização onde as pessoas queiram estar, crescer e contribuir». E adianta: «Num sector tão exigente como o aeroportuário, acreditamos que a diferença está na capacidade de conjugar excelência operacional com uma cultura humana, inclusiva e orientada para o futuro. É isso que procuramos fazer todos os dias.»

+53.800

As horas de formação na ANA, numa média aproximada de 46 horas por pessoa (em DEI, mais de 2.680 horas). Isabel Heitor diz que isto reflete «o compromisso com o desenvolvimento contínuo e com a capacitação das equipas para responder aos desafios atuais e futuros».

+ 40%

As funções de liderança são exercidas em mais de 40% dos casos por mulheres, e a empresa continua a trabalhar em programas de liderança no feminino.

– «Randstad Employer Brand Research», da Randstad: integra o ranking

– «Empresa de Excelência para Trabalhar em Portugal», da revista «human»

ANA Aeroportos de Portugal

Sede: Lisboa

Atividade: Gestão Aeroportuária

Número de colaboradores: ND (35% Mulheres, 65% Homens)

Média de idades: 48 anos

Antiguidade média: 22 anos

Colaboradores em contacto com IA no trabalho: ND

Site: www.ana.pt

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