Decorreu na passada sexta-feira, dia, 30 de outubro, via on-line, o congresso «The Human Side of Work», organizado pela Happytown no âmbito do projeto Erasmus+ NoBurnout4Allgees, em parceria com a Etacademy e a Universidade de Oradea (Roménia).
A empresa fundada por Cristina Nogueira da Fonseca reuniu líderes, especialistas e profissionais de mais de 70 organizações para uma manhã dedicada à prevenção do burnout.
Durante o evento, o burnout foi tratado a partir de vários ângulos. Diana Moreira (Etacademy) descreveu o caminho até ao burnout como uma sucessão de pequenas perdas, de recuperação, limites, sentido e presença. Tiago Portulez (Grupo DMCS) apresentou a evidência científica sobre o papel da atividade física na prevenção. Maria Lemos e Melo (Happytown) conduziu um momento prático de respiração e mostrou a diferença entre parar e treinar a mente. Ana Helena Pinto (Nutrition for Happiness) explicou a ligação entre alimentação, energia e bem-estar.
No painel «The Human Side of Leadership», moderado por António Calheiros (Coimbra Business School), Hugo Silva (LPR Portugal), João Miguel Rodrigues (Aubay Portugal) e Paulo Pessoa (Plural/ Udifar) falaram de cultura organizacional, de coerência e de uma pergunta raramente feita: quem cuida do líder? A conclusão só podia ser a de que não existem empresas sustentáveis sem pessoas sustentáveis.
O encerramento coube a Natália Costa (ISLA Gaia), que deixou aos participantes a pergunta que atravessou toda a manhã: que organizações estamos a construir, e a que custo?
O congresso marcou também o lançamento do workbook do «Lúcido», o podcast sobre burnout para quem lidera, que traduz cada episódio num sinal a observar, numa pergunta e numa micro-ação para testar durante uma semana.
Cristina Nogueira da Fonseca, que além de fundadora e executive director da Happytown Portugal é autora deste podcast, assinala: «O maior desafio não é explicar o que é o burnout. É criar empatia numa sociedade onde o cansaço está normalizado e onde ‘todos andamos cansados’ se tornou uma resposta automática. Saber sobre o burnout não é o mesmo que saber estar com quem o vive. A lucidez treina-se, e as organizações têm de aprender a reconhecer os sinais antes de o corpo ter de gritar.»

