A Volkswagen Group Digital Solutions [Portugal], VWGDS, é o hub tecnológico do Grupo Volkswagen em Portugal e reúne mais de 800 profissionais focados na inovação e na transformação digital.
Texto: Redação «human» Fotos: DR
Desde a sua fundação, em 2018, a VWGDS tem crescido de forma sustentada, o que a torna um dos principais centros de desenvolvimento tecnológico do grupo a nível global, colaborando em mais de 70 projetos para marcas como Audi, Bentley, MAN Truck & Bus, Scania, Volkswagen Veículos Comerciais (VWN), entre outras.
A empresa integra a rede global Volkswagen Group Digital Solutions, presente na Alemanha, na Índia e em Portugal, uma rede que reúne mais de 6.000 profissionais distribuídos por 14 localizações e envolvidos em mais de 700 projetos de transformação digital. Andreia Duarte, Director of People e membro do Board, partilha que a VWGDS é «muito dinâmica e multidisciplinar», e logo assinala: «Somos mais de 800 pessoas de mais de 30 nacionalidades que focam o seu dia-a-dia nas áreas de desenvolvimento de software e gestão de produtos e serviços. Um dos traços que nos distinguem é o espírito crítico e a vontade de construir soluções com impacto real, de forma a impulsionar o futuro da mobilidade e do grupo Volkswagen.»
A VWGDS procura ter profissionais «com competências sólidas em tecnologia e experiência em soluções modernas e inovadoras, incluindo abordagens AI driven», diz a responsável, assinalando que a empresa «valoriza o pensamento crítico, a capacidade de adaptação, a aprendizagem contínua e a aptidão para colaborar em equipas multidisciplinares e multiculturais». Quanto à proposta de valor, «assenta na participação em projetos internacionais do Grupo Volkswagen e numa cultura people centric, que privilegia o desenvolvimento contínuo, a flexibilidade e o bem-estar das pessoas».
Outro aspeto importante tem a ver com o facto de a empresa não ter uma lógica de integração geracional, antes procurar «garantir uma experiência consistente e inclusiva para todos», conforme refere Andreia Duarte. Mais: «Recebemos perfis muito distintos e o nosso foco está em criar um ambiente onde todos possam encontrar espaço para aprender, contribuir e evoluir. A cultura de proximidade, a colaboração entre equipas e a aprendizagem contínua são fundamentais para essa integração.» A responsável acredita em «modelos de atração e integração de talento flexíveis e adaptáveis», e dá o exemplo: «Contratar um consultor para SAP SuccessFactors é diferente de contratar um senior machine learning engineer, porque as expectativas são diferentes, e as necessidades também.»
A juntar à cultura e aos benefícios da empresa, a responsável destaca o programa de Learning & Development como «um dos maiores atributos na integração das pessoas, independentemente da idade e da experiência». E detalha: «O facto de possuirmos um ecossistema de aprendizagem estruturado – com formações técnicas e comportamentais, programas internos, certificações, programas de mentoring, plataformas de e learning e iniciativas contínuas de upskilling e reskilling – é decisivo para garantir que qualquer pessoa, seja em início de carreira ou com um percurso mais sénior, encontra as ferramentas certas para crescer, adaptar-se e contribuir desde o primeiro dia.»
Andreia Duarte destaca «a necessidade de crescer de forma sustentável, mantendo a cultura e a proximidade, e de preparar continuamente as equipas para novas áreas, como a IA e o impacto que esta tem e terá nos projetos que estão a ser desenvolvidos».

Atrair e desenvolver talento num mercado muito competitivo
Partilhando que «as pessoas e a tecnologia estão no centro do dia-a-dia» da VWGDS, Andreia Duarte faz notar que «o desafio passa por continuar a atrair e a desenvolver talento num mercado muito competitivo, acompanhando a evolução tecnológica». E a isto «acresce a necessidade de crescer de forma sustentável, mantendo a cultura e a proximidade, e de preparar continuamente as equipas para novas áreas, como a IA [inteligência artificial] e o impacto que esta tem e terá nos projetos que estão a ser desenvolvidos».
Uma das iniciativas que mais marcou a empresa nos últimos tempos foi a criação dos Innovation Engines, integrados no framework Road Explorers. A responsável explica que «estes motores de inovação foram concebidos para tornar a inovação algo tangível, acessível e impulsionado pelas pessoas – transformando ideias em ação, e não apenas em inspiração», e logo acrescenta: «Um dos pilares deste ecossistema é o nosso programa interno de Shark Tank, onde qualquer colaborador pode apresentar uma ideia com potencial para gerar valor real para a empresa. As ideias vencedoras não recebem apenas reconhecimento: são apoiadas com tempo dedicado, recursos e uma equipa para transformar a ideia em realidade. Esta iniciativa tem fortalecido uma cultura de ownership, liderança distribuída e inovação prática. Outro motor essencial é o nosso Hackathon, que reúne equipas multidisciplinares num ambiente de alta energia, orientado para criar rapidamente protótipos e novas abordagens. Estes momentos fomentam colaboração entre diferentes áreas e permitem explorar soluções que vão além das rotinas diárias. A complementar estes motores, existe a nossa AI Community, uma comunidade dinâmica com eventos regulares, sessões de partilha de conhecimento e iniciativas de aprendizagem. Esta comunidade é ainda reforçada pela ligação ao nosso network internacional de IA, que promove a troca global de ideias, experiências e boas práticas.» Andreia Duarte diz que «estes motores, em conjunto, garantem que a inovação na empresa não é centralizada nem abstrata, mas vivida diariamente – impulsionada pelas pessoas, conectada globalmente e focada em gerar impacto real».
A finalizar, referência para o programa de wellbeing, que «assenta na convicção de que as pessoas são o maior asset», conforme assinala a responsável. Na VWGDS acredita-se que «o bem-estar físico e mental tem um impacto direto no sucesso pessoal e profissional, e consequentemente, nos resultados da empresa, sendo por isso um pilar integrado na cultura organizacional». Estão assim disponíveis mais de 35 benefícios, organizados por áreas como Wellbeing, Learning & Development, Flexibilidade, Parentalidade, Mobilidade, Experiência no Local de Trabalho e Equilíbrio entre Vida Pessoal e Vida Profissional. Andreia Duarte conta que «o desenho e a evolução deste programa têm sido fortemente orientados pelo feedback contínuo das pessoas, recolhido através de inquéritos de engagement, por exemplo». E os resultados confirmam o impacto desta aposta: 75% dos colaboradores indicam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o pacote de benefícios existente. «Este compromisso com o bem-estar», diz a responsável, «tem sido também reconhecido externamente, com distinções como os Wellbeing Awards e a presença no top 10 da Teamlyzer, reforçando a posição da VWGDS como organização que coloca as pessoas no centro da sua estratégia».
.
»» DESTAQUES
30%
É a percentagem de mulheres na empresa, um valor acima da média do sector tecnológico em Portugal e que «demonstra o compromisso com a representatividade num sector historicamente desequilibrado», realça Andreia Duarte, referindo ainda que na equipa de liderança as mulheres representam 27%, «reforçando o foco em criar percursos de crescimento e acesso a posições de decisão».
+30
A comunidade VWGDS integra profissionais de mais de 30 países, refletindo a multiculturalidade do Grupo Volkswagen e a natureza global dos projetos. Andreia Duarte considera esta diversidade «um dos principais motores de inovação e colaboração» da empresa.
.
»» DISTINÇÕES
– «Wellbeing Awards», da WorkWell: distinguida na categoria «People’s Choice»
– Prémios da comunidade Teamlyzer, para melhores empregadores em TI: integra o ranking
– «Empresa de Excelência para Trabalhar em Portugal», da revista «human»

.
»» A EMPRESA
Volkswagen Group Digital Solutions [Portugal]
Sede: Lisboa
Atividade: Serviços de Tecnologia da Informação para o Grupo Volkswagen
Número de colaboradores: +800 (30% Mulheres, 70% Homens)
Média de idades: 35 anos
Antiguidade média: 2,7 anos
Colaboradores em contacto com IA no trabalho: a IA faz parte do dia-a-dia da organização (97% já teve contacto com IA através de formações, iniciativas de capacitação ou exposição a processos suportados por IA)
