A competência que permite às equipas serem mais inteligentes

Aprender a ser ágil

Texto: Daniel Carrilho Imagem: Freepik

Ser ágil não é seguir ferramentas ou copiar práticas. É trabalhar aceitando incertezas e desconhecido, lidando com problemas complexos que não têm respostas únicas e onde o que funcionou antes pode já não servir novamente. No trabalho de conhecimento, motivam-nos a autonomia, o desejo de melhorar, o propósito e o impacto do nosso contributo. Estes fatores dão energia para enfrentar desafios difíceis e complexos.

A agilidade assenta num princípio simples: tornar o trabalho transparente para que todos possam aprender e ajustar o percurso. Só com clareza se pode melhorar. Esta adaptação contínua é uma forma de inteligência coletiva – reagir ao que muda dentro e fora da organização e evoluir com aquilo que se aprende.

O Scrum foi criado para apoiar neste contexto. É um quadro de trabalho profissional que ajuda indivíduos, equipas e organizações a colaborarem melhor e entregarem valor cedo, de forma regular, com qualidade e sustentabilidade. No centro está a equipa: pessoas com as competências certas e complementares, alinhadas num objetivo comum e com autonomia para decidir. O quadro de trabalho fornece o essencial – responsabilidades claras, momentos de reflexão formais e formas de medir progresso – para tornar o trabalho visível e permitir aprendizagem em ciclos curtos. Não é uma solução mágica; é uma estrutura que ajuda a criar alguma disciplina e ritmo para lidar com a complexidade.

À medida que mais organizações procuram trabalhar de forma ágil, torna-se evidente que a agilidade não surge apenas da prática diária: requer aprendizagem estruturada. Compreender um quadro profissional como o Scrum cria linguagem comum e alinha expectativas, permitindo trabalhar com maior clareza, foco e aceitação.

Aprender a ser ágil desenvolve competências úteis em qualquer área: comunicar melhor, colaborar, experimentar soluções, focar no que gera valor e aceitar a mudança como parte do processo. Estas capacidades beneficiam tecnologia, investigação, marketing, operações, vendas ou recursos humanos. A agilidade não pertence a um departamento – é uma forma de trabalhar que fortalece a colaboração e o pensamento crítico em toda a organização.

Muitas organizações tentam adotar agilidade sem alcançar os resultados esperados, geralmente porque se focam apenas em ferramentas e/ ou rituais, sem compreender os princípios. Investir em capacitação, através de formação ou experiências guiadas por profissionais certificados, cria entendimento comum e permite aplicar a agilidade com consistência.

Num mundo em transformação contínua, aprender a ser ágil já não é opcional. É uma competência que permite adaptar, melhorar e entregar valor de forma sustentável. Profissionais com esta mentalidade não apenas acompanham a mudança – transformam a forma como criam valor todos os dias.





Daniel Carrilho
, Especialista em Scrum e Agile na Scrum.PT


Scrum.PT ensina a entregar valor com rapidez e qualidade. Segue os três pilares do Scrum – transparência, inspeção e adaptação –para atingir agilidade e eficácia. O seu treino profissional e oficial de Scrum em português é certificado pela Scrum.org.

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