Parques de Sintra – Monte da Lua

Exigência técnica e dimensão humana

Texto: Redação «human» Fotos: DR

Ao longo do seu percurso, a PSML consolidou-se como entidade de referência mundial na gestão de património, conciliando exigência técnica, responsabilidade pública, inovação na experiência do visitante e sustentabilidade financeira.

Com uma equipa multidisciplinar de mais de três centenas de trabalhadores, a PSML integra profissionais de áreas tão diversas como conservação e restauro, património natural e construído, arquitetura paisagista, operação turística, programação cultural, segurança, tecnologias de informação (TI), finanças e recursos humanos. Paula Amador, Administradora da empresa, fala de «uma organização com um quadro estável de colaboradores, complementado por elevada flexibilidade operacional, indispensável para responder à complexidade da gestão patrimonial, à sazonalidade da procura e às exigências de um território classifica do e muito visitado». Refere ainda que «esta diversidade é uma das maiores forças da PSML», fazendo notar que «gerir património exige conhecimento, rigor, sensibilidade cultural e capacidade de trabalho em equipa; é acima de tudo um exercício de equilíbrio: entre conservação e uso, entre passado e futuro, entre exigência técnica e dimensão humana – e é nesse equilíbrio que a empresa tem procurado afirmar-se».

A PSML aposta em «pessoas com forte sentido de responsabilidade, capacidade técnica, espírito crítico e compro misso com o interesse público», partilha a responsável, e logo adianta: «Valorizamos competências técnicas, mas acima de tudo competências humanas: colaboração, autonomia, ética e capacidade de adaptação – e, claro, procuramos alguém que goste do sonho e da possibilidade de fazer acontecer.» Já a proposta de valor «assenta num projeto com significado, na possibilidade de contribuir para a preservação do património e num contexto de trabalho que promove desenvolvimento profissional e estabilidade», faz notar Paula Amador.

A integração de novas gerações na empresa tem acontecido «de forma natural e positiva», assinala a responsável, para logo referir: «A forte ligação de todos ao património e à missão da empresa cria um contexto muito favorável à transmissão de conhecimento, que acontece no dia-a-dia, no trabalho em equipa e na partilha de experiências. Os colaboradores com maior antiguidade encaram com entusiasmo a chegada de ‘sangue novo’, reconhecendo o contributo de novas perspetivas e competências, ao mesmo tempo que valorizam a oportunidade de continuar a aprender e a atualizar-se num processo permanente de formação em contexto de trabalho. Este cruzamento entre experiência e renovação tem sido um fator de equilíbrio e de enriquecimento mútuo, reforçando a identidade da organização e a qualidade do trabalho desenvolvido.»

Desafios permanentes

«A PSML tem uma prática que nos move diariamente no que às nossas pessoas diz respeito», partilha Paula Amador, referindo algo a que chamam «Cuidar do Património Humano». E detalha: «A clarificação de expectativas, de competências e objetivos, articulado com políticas de formação contínua e de bem-estar, leva-nos a desenvolver constantes iniciativas de transformação da cultura organizacional, tornando a mais participativa, integradora e centrada nas pessoas. Por outro lado, e tendo em conta a forte pressão a que os nossos trabalhadores estão sujeitos – desde logo pelo elevado número de visitantes, pelas condições climatéricas adversas e pela especificidade e pela dispersão geográfica dos monumentos que gerimos –, estamos a desenvolver um programa de coaching psicológico, orientado para o reforço da resiliência individual e coletiva. Este programa visa dotar as equipas de ferramentas pessoais e emocionais que lhes permitam lidar melhor com contextos exigentes, gerir o stress, reforçar o equilíbrio emocional e manter elevados níveis de motivação e compromisso.»

A responsável partilha ainda que a empresa «desenvolve, de forma estruturada, diagnósticos e instrumentos internos no domínio do ambiente de trabalho, nomeadamente através da implementação do Código de Ética e Conduta, do Plano de Igualdade de Género e da integração da valorização dos recursos humanos como um dos sete pilares do seu Plano Estratégico». Isto reflete, diz, «uma abordagem consistente e transversal à cultura organizacional, ao bem-estar e à gestão das pessoas».

Fala também dos enormes desafios ao nível das pessoas e das novas tecnologias, mas não só. E assinala: «Atrair e reter talento num contexto público, gerir equipas diversas e responder à crescente complexidade da operação são desafios permanentes. A estes juntam-se desafios ambientais particularmente exigentes, decorrentes do território singular que ocupamos e gerimos, sujeito a forte pressão de visitantes, elevada sensibilidade ecológica e riscos crescentes associados às alterações climáticas. Garantir a conservação do património natural e edificado, assegurar a resiliência dos ecossistemas e conciliar fruição pública com proteção ambiental são hoje dimensões centrais da atuação da PSML, que exigem planeamento, conhecimento técnico e uma abordagem integrada e sustentável.»

A concluir, Paula Amador deixa a nota de que a empresa «tem vários projetos tecnológicos estruturantes em curso», destacando: «Desde logo, a renovação integral do sistema de CCTV [equipamento de videovigilância], fundamental para a segurança de pessoas e património, bem como o desenvolvimento de uma experiência imersiva num dos nossos monumentos, que irá transformar a forma como nos relacionamos com a visita e com a interpretação do património. Paralelamente, temos vindo a apostar de forma consistente na integração da tecnologia ao serviço da gestão do património e da experiência do visitante, através de sistemas inteligentes de bilhética e controlo de fluxos, bem como de projetos em desenvolvimento na área da IA [inteligência artificial] aplicada à operação e à conservação.» Em síntese, a responsável assinala: «Para a PSML, a inovação não é um fim em si mesmo, mas um instrumento essencial para cumprir melhor a sua missão pública, conciliando preservação, fruição e sustentabilidade.»

+25

Mais de 25 anos de atividade, da PSML «refle tem um percurso consolidado e uma aprendizagem contínua na gestão do património», faz notar Paula Amador.

+3.500.000

A empresa tem sob a sua gestão mais de três milhões e meio de visitantes por ano. A responsável destaca este número, que «traduz a confiança do público e a responsabilidade acrescida que essa procura coloca sobre a organização».

– «Empresa de Excelência para Trabalhar em Portugal», da revista «human»

Parques de Sintra – Monte da Lua

Sede: Sintra

Atividade: Gestão, Conservação, Valorização e Fruição Sustentável do Património Cultural e Natural (incluindo parques históricos, jardins e monumentos classificados, no contexto da Paisagem Cultural de Sintra – Património Mundial da UNESCO)

Número de colaboradores: 337 (168 Mulheres, 169 Homens)

Média de idades: 42 anos

Antiguidade média: 9 anos

Colaboradores em contacto com IA no trabalho: 80%

Site: www.parquesdesintra.pt

www.parquesdesintra.pt

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