Cegoc anuncia os «People Engagement Awards 2026»

O «People Engagement Survey», da Cegoc em parceira científica com o Iscte Executive Education, é um estudo anual que analisa o nível de envolvimento, satisfação e intenção de saída dos colaboradores em organizações de diferentes sectores de atividade. Considerado um dos barómetros mais abrangentes sobre experiência de trabalho em Portugal, identifica tendências emergentes e fornece insights estratégicos para a gestão de pessoas.

Na sua décima edição, o estudo reforça a importância de fatores como o bem-estar psicológico, a humanização das relações de trabalho, o impacto da automação e da inteligência artificial (IA) e os novos modelos de organização do trabalho. Num contexto de transformação tecnológica e social acelerada, compreender o que realmente liga as pessoas às organizações tornou-se um desafio estratégico para empresas e instituições.

Bem-estar e cultura organizacional: os principais motores do envolvimento

Os resultados demonstram que o envolvimento organizacional depende cada vez mais da qualidade da experiência de trabalho vivida pelos colaboradores.

As políticas de bem-estar surgem como o fator que melhor explica o envolvimento, seguidas pela compatibilidade entre os valores individuais e os valores da organização. A perceção de orientação estratégica clara também desempenha um papel relevante na ligação das pessoas às organizações.

Para além do envolvimento, estes fatores influenciam também a disponibilidade para o esforço adicional, sendo particularmente relevantes a compatibilidade de valores, as políticas de bem-estar, a qualidade da informação e a fluidez da comunicação interna.

Por outro lado, quando os colaboradores percecionam falta de dignidade ou humanização nas relações de trabalho, os níveis de envolvimento tendem a diminuir e a intenção de saída aumenta.


Bem-estar psicológico, a chave para prevenir o isolamento social

Um dos fenómenos analisados nesta edição do estudo é a relação entre o isolamento social, a negligência e o bem-estar psicológico.

Os resultados apontam para um impacto direto do isolamento social nos comportamentos de negligência, quanto maior a perceção de isolamento, maior a tendência para desinvestimento no trabalho.

As organizações que investem em políticas de bem-estar psicológico, práticas de liderança positivas e coesão de equipa conseguem reduzir significativamente o risco de isolamento social e reforçar a ligação das pessoas à organização.

Estes dados demonstram a importância da humanização das relações de trabalho, ao evidenciar que o bem-estar psicológico não é apenas uma questão individual, mas um fator estrutural para a sustentabilidade das organizações.

IA: oportunidade ou ameaça para o envolvimento?

A transformação digital e a adoção crescente de mecanismos de automação e de IA estão também a redefinir a experiência de trabalho.

O estudo explica que o desenvolvimento de competências digitais e em inteligência artificial está associado a atitudes mais positivas face à tecnologia e a níveis mais elevados de envolvimento.

Por outro lado, quando os colaboradores percecionam a tecnologia como uma ameaça, aumentam os níveis de intenção de saída e diminuem a disponibilidade para o esforço adicional.

Setores como banca e tecnologia, que investem mais no desenvolvimento de competências digitais, apresentam culturas organizacionais mais positivas e menor perceção de ameaça digital.

Os resultados reforçam o papel crítico das lideranças e da comunicação organizacional na forma como a transformação tecnológica é interpretada pelos colaboradores.

Trabalho híbrido: a proximidade organizacional não depende apenas da presença física

O debate sobre trabalho remoto tem sido frequentemente associado ao risco de isolamento e à perda de coesão nas equipas. No entanto, os dados revelam uma realidade mais complexa.

Os níveis de isolamento social são mais elevados entre colaboradores que trabalham exclusivamente presencialmente, enquanto os modelos híbridos apresentam níveis mais baixos de isolamento.

Além disso, colaboradores que trabalham mais frequentemente à distância reportam maior bem-estar psicológico, maior reconhecimento das políticas de bem-estar e níveis mais elevados de envolvimento.

Estes resultados sugerem que o desafio das organizações não está apenas em definir o local de trabalho, mas em repensar a experiência de trabalho presencial.

Quando o trabalho no escritório replica a experiência do trabalho remoto, com reuniões maioritariamente online e pouca interação, a presença física perde valor. O espaço presencial tende a ganhar relevância quando promove colaboração, interação social e rituais de equipa que reforçam a ligação entre pessoas.

Sectores e realidades organizacionais: desafios distintos

O estudo também identifica diferenças relevantes entre os sectores.

Na hotelaria e turismo, por exemplo, o envolvimento é inferior à média da amostra e a intenção de saída é significativamente mais elevada, o que reflete a elevada rotatividade do sector. Neste contexto, fatores como políticas de bem-estar e conciliação entre vida profissional e pessoal, nomeadamente a organização de horários, assumem um papel particularmente crítico.

Já na comparação entre o sector público e o setor privado, os resultados revelam diferenças menos significativas do que frequentemente se assume. Em termos de satisfação, envolvimento e experiência organizacional, os indicadores são relativamente semelhantes, sugerindo que a capacidade de envolver e motivar talento depende sobretudo da qualidade das práticas de gestão e da experiência de trabalho proporcionada pelas organizações.

O futuro do trabalho exige organizações mais humanas

Os resultados da décima edição do «People Engagement Survey» indicam que o envolvimento e a retenção dos colaboradores dependem cada vez mais de fatores relacionais, culturais e organizacionais.

Políticas de bem-estar consistentes, desenvolvimento de competências, práticas de liderança positivas e culturas organizacionais, alinhadas com os valores das pessoas, são hoje elementos centrais para construir organizações sustentáveis capazes de mobilizar talento.

Num contexto marcado pela transformação tecnológica, novos modelos de trabalho e mudanças geracionais, as organizações enfrentam um desafio claro, o de equilibrar inovação, desempenho e humanização do trabalho.

«People Engagement Summit 2026» – Um espaço de reflexão sobre o futuro da gestão de pessoas

Mais do que uma cerimónia de reconhecimento, o «People Engagement Summit» afirma-se como um espaço de reflexão e partilha sobre os desafios da gestão de pessoas nas organizações.

Ao longo de um dia completo de debate, o evento reuniu hoje, dia 17 de março, decisores empresariais, chief executive officers (CEOs), diretores de recursos humanos e responsáveis de People & Culture de grandes empresas e PMEs [pequenas e médias empresas], para discutir temas centrais como o bem-estar psicológico nas organizações, o impacto da IA no envolvimento, o futuro do trabalho híbrido e os desafios da atração e retenção de talento em diferentes setores de atividade.

O encontro abriu com a keynote «Inteligência Artificial, Emoção Humana: A nova equação do Envolvimento e Talento», apresentada por Pedro Gomes Santos, CEO da Inetum Portugal, que abordou o impacto da transformação tecnológica no engagement e na gestão de talento.

Seguiram-se vários momentos de debate com líderes de referência de diferentes setores. No painel dedicado ao sector do turismo, «Do Check-in ao Check-out: Engagement sem sazonalidade no sector do Turismo», participaram Ana Paula Pais, diretora de formação do Turismo de Portugal, Manuel Machado Carneiro, diretor geral do Sheraton Cascais Resort, e Vítor Silva, director of human resources do InterContinental Lisbon.

A discussão sobre atração e motivação de talento entre diferentes realidades organizacionais no sector público e privado, «Engagement sem fronteiras: soluções do público ao privado para atrair, envolver e motivar Talento», contou com a participação de Armando Soares, vereador da Câmara Municipal de Oeiras, e Patrícia Durães, diretora de gestão de talento dos CTT.

O tema do bem-estar psicológico e do isolamento social nas organizações, «Isolamento social e Bem-Estar Psicológico: Como reconstruir a ligação e travar a saída silenciosa?», foi debatido por Rita Roque de Figueiredo, head para Health, Safety & Wellbeing da Fidelidade, Ana Gama Marques, diretora de pessoas e organização da MEO, e Paulo Barreto, diretor de recursos humanos do Crédito Agrícola.

Já os desafios do sector da saúde, «Cuidar de quem cuida: Mitigar o ‘burnout’ do sector da Saúde», foram abordados por Sofia Fernandes Martins, director para People & Talent da Lusíadas, enquanto o futuro do trabalho híbrido, «Trabalho híbrido… ameaça à coesão? Rituais e práticas para reforçar a proximidade, à distância», esteve em debate com Nuno Oliveira, chief people and culture officer da Zurich, e Pedro Henriques, human resources lead para Portugal da Siemens.

O evento contou ainda com uma entrevista, «Quando a crise bate à porta: gerir o caos sem perder talento», com Carla Vieira, crew manager da UECC, que trouxe uma perspetiva inspiradora sobre liderança e gestão de pessoas em contextos de elevada pressão, incerteza e mudança.

O encontro encerrou com a keynote «Cultura organizacional: Da conversa (a)fiada à ação alinhada», apresentada por Mafalda Lobo Xavier, area leader para Employer Brand & HR People Lead Health & Beauty da MC Sonae, que desafiou os participantes a refletir sobre o desalinhamento que muitas vezes existe entre os valores proclamados pelas organizações e a experiência real vivida pelos colaboradores. A intervenção destacou o papel da liderança na transformação de princípios escritos em comportamentos concretos, através da criação de rituais, práticas e mensagens consistentes que reforcem o sentido de pertença, a lealdade e o foco coletivo nos resultados.

Ao longo das diferentes conversas ficou claro que o futuro do trabalho exige organizações capazes de equilibrar inovação, desempenho e uma experiência de trabalho verdadeiramente humana.

«People Engagement Awards» – Vencedores da décima edição do «People Engagement Survey»

O evento contou ainda com o reconhecimento das empresas que mais se distinguiram na décima edição do «People Engagement Survey», através da satisfação e envolvimento dos colaboradores, ao promover um ambiente de trabalho saudável. Os vencedores desta edição foram anunciados ao longo do dia.

Grandes Empresas (mais de 251 colaboradores)

  • 1.º Lugar Grandes Empresas: Zurich Portugal
  • 2.º Lugar Grandes Empresas: InnoWave
  • 3.º Lugar Grandes Empresas: Bondalti
  • 4.º Lugar Grandes Empresas: Turismo de Portugal IP
  • 5.º Lugar Grandes Empresas: Plural Cooperativa Farmacêutica CRL
  • 6.º Lugar Grandes Empresas: Wellow Network SA
  • 7.º Lugar Grandes Empresas: agap2IT
  • 8.º Lugar Grandes Empresas: KCS iT
  • 9.º Lugar Grandes Empresas: Cuf
  • 10.º Lugar Grandes Empresas: Lipor

Médias Empresas (entre 51 e 250 colaboradores)

  • 1.º Lugar Médias Empresas: CA Seguros SA
  • 2.º Lugar Médias Empresas: Samsys – Consultoria e Soluções Informáticas Lda
  • 3.º Lugar Médias Empresas: Codewin
  • 4.º Lugar Médias Empresas: José de Mello Capital
  • 5.º Lugar Médias Empresas: Real Vida Seguros
  • 6.º Lugar Médias Empresas: Cachapuz – Weighing & Logistics Systems Lda
  • 7.º Lugar Médias Empresas: Academia Transformar
  • 8.º Lugar Médias Empresas: Altronix – Sistemas Electrónicos Lda
  • 9.º Lugar Médias Empresas: F3M Information Systems SA
  • 10.º Lugar Médias Empresas: Team IT

Pequenas Empresas (entre 11 e 50 colaboradores)

  • 1.º Lugar Pequenas Empresas: AMCO Intermediários de Crédito
  • 2.º Lugar Pequenas Empresas: Standout Technologies Unipessoal Lda
  • 3.º Lugar Pequenas Empresas: B-Training Consulting
  • 4.º Lugar Pequenas Empresas: LeaseCapital Lda
  • 5.º Lugar Pequenas Empresas: Talento – Formação
  • 6.º Lugar Pequenas Empresas: Magicwave Lda
  • 7.º Lugar Pequenas Empresas: InovaPrime – Serviços em Tecnologias de Informação Lda
  • 8.º Lugar Pequenas Empresas: Argon Group
  • 9.º Lugar Pequenas Empresas: Sysnovare – Innovative Solutions
  • 10.º Lugar Pequenas Empresas: Electrão – Associação de Gestão de Resíduos

Vencedores por macro sectores de atividade

Banca, Seguros e Serviços Financeiros

  • 1.º Lugar Grande Empresa: Zurich Portugal
  • 1.º Lugar Média Empresa: CA Seguros SA

Consultoria e Serviços Profissionais

  • 1.º Lugar Grande Empresa: Wellow Network SA
  • 1.º Lugar Média Empresa: Samsys – Consultoria e Soluções Informáticas Lda

Hotelaria, Turismo, Desporto Ensino e Serviços Comunitários

  • 1.º Lugar Grande Empresa: Turismo de Portugal IP

Indústria, Construção e Atividades Produtivas

  • 1.º Lugar Grande Empresa: Bondalti
  • 1.º Lugar Média Empresa: Cachapuz – Weighing & Logistics Systems Lda

Saúde e Farmacêuticas

  • 1.º Lugar Grande Empresa: Plural Cooperativa Farmacêutica CRL
  • 1.º Lugar Média Empresa: Academia Transformar

Tecnologia, Media e Telecomunicações

  • 1.º Lugar Grande Empresa: InnoWave
  • 1.º Lugar Média Empresa: Codewin

Por se tratar da décima edição do «People Engagement Survey», foram ainda atribuídos prémios especiais comemorativos que destacam dimensões particularmente relevantes para o futuro do trabalho. Entre estes, incluem-se o Prémio de Bem-Estar, Humanização e Dignidade, que reconhece a empresa que mais se destacou na promoção da dignidade e do bem-estar no local de trabalho; o Prémio Entidades Públicas, criado para reconhecer boas práticas de gestão de pessoas neste sector; e o Prémio 10 Anos, atribuído à organização que participou em pelo menos cinco das 10 edições do estudo e que apresentou, de forma consistente, elevados níveis de satisfação e envolvimento dos colaboradores.

  • Prémio de Prémio de Bem-Estar, Humanização e Dignidade: CA Seguros SA
  • Prémio Entidades Públicas: Lipor
  • Prémio 10 anos: Samsys – Consultoria e Soluções Informáticas Lda

A Cegoc

A Cegoc, fundada em dezembro de 1962, integra o prestigiado Grupo internacional Cegos. Com posição de destaque em soluções de Learning & Development, People & Culture Consulting e Learning Services, está na vanguarda da transformação do desenvolvimento de pessoas nas organizações. Desenvolve soluções que transformam conhecimento em ação, assegurando um impacto significativo e mensurável nos negócios dos clientes e contribuindo para a realização de transformações críticas nas suas equipas e organizações.

Os «People Engagement Awards»

Os «People Engagement Awards» (site aqui) são um reconhecimento anual atribuído às organizações que mais se destacam no envolvimento e bem-estar dos seus colaboradores. Organizado pela Cegoc, com a parceria científica do ISCTE Executive Education, estes prémios baseiam-se nos resultados do «People Engagement Survey», um estudo abrangente que analisa a satisfação, a motivação e a retenção de talento nas empresas em Portugal.

Mais do que uma distinção, os «People Engagement Awards» são uma ferramenta estratégica para as organizações avaliarem e compararem as suas práticas de gestão de pessoas face ao mercado, permitindo-lhes identificar áreas de melhoria e reforçar o seu compromisso com a experiência dos colaboradores. As empresas participantes têm acesso a um diagnóstico detalhado que as apoia na implementação de políticas mais eficazes de envolvimento, retenção e desenvolvimento do capital humano.

Declaração de Gonçalo de Salis Amaral, Head of People & Culture Consulting da Cegoc

«Os resultados desta edição mostram que o envolvimento não depende apenas de fatores tradicionais como compensação, o gosto pelo trabalho desenvolvido ou a estabilidade do emprego. Cada vez mais, o que faz a diferença é a qualidade da experiência de trabalho que as organizações conseguem criar, como sejam, culturas alinhadas com os valores das pessoas, políticas de bem-estar consistentes e lideranças capazes de humanizar o trabalho num contexto de forte transformação tecnológica.»

Declarações de Henrique Duarte, Professor do ISCTE Executive Education

«Nesta edição do ‘People Engagement Survey’ identificámos uma tendência claríssima. As políticas de bem-estar são os maiores preditores, quer do engagement, quer da prevenção da intenção de saída. Também as remunerações são um preditor estável a este nível. Mas este ano há um aspeto essencial, as pessoas estão no centro da gestão dos recursos humanos. Com isso, a questão da humanidade e da humanização é um fator ainda mais importante do que o bem-estar, que atravessa sectores, funções profissionais e idades. Ou seja, cresceu a necessidade de nos compreendermos.»

Galeria

Vencedores dos «People Engagement Awards 2026», nas categorias «Grandes Empresas», «Médias Empresas» e «Pequenas Empresas».

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