Saúde mental

O novo ativo estratégico da sustentabilidade corporativa

Texto: Ana Ruivo Foto: DR

O pilar «S» do ESG (environmental, social and governance), o social, ganha assim uma nova centralidade. Falar de sustentabilidade social corporativa é falar de pessoas: do seu bem-estar, do equilíbrio emocional e da capacidade de contribuir com o melhor de si para o sucesso coletivo. Cuidar da saúde mental deixou de ser uma ação de responsabilidade social para se tornar uma decisão estratégica.

A saúde mental como ativo de negócio

A saúde psicológica das equipas influencia diretamente a performance organizacional. Colaboradores emocionalmente equilibrados são mais criativos, colaborativos e resilientes. Estudos internacionais, realizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo World Economic Forum (WEF), indicam que programas de apoio psicológico e bem-estar podem gerar um retorno de até quatro euros por cada euro investido, ao reduzir o absentismo, o presentismo e a rotatividade. Em Portugal, estes impactos começam a ser visíveis em empresas que já integram a saúde mental nas suas políticas de gestão e sustentabilidade.

O ROI é real e mensurável: menos dias de baixa, maior engagement, melhores resultados. Mas há também um retorno intangível – o reforço da confiança, da pertença e da cultura organizacional. Quando uma empresa mostra que se preocupa genuinamente com as pessoas, estas respondem com maior lealdade e compromisso.

Sustentabilidade humana: o colaborador no centro

Integrar a saúde mental na estratégia ESG é reconhecer que a sustentabilidade começa dentro de portas. É garantir que cada colaborador dispõe de condições para se desenvolver de forma saudável – física, emocional e psicologicamente. Políticas de prevenção, programas de apoio ao colaborador e uma cultura aberta ao diálogo são pilares fundamentais.

A sustentabilidade humana não é apenas um benefício social: é uma vantagem competitiva. Empresas que valorizam o bem-estar das suas pessoas tornam-se mais atrativas, inovadoras e adaptáveis. Em contextos de mudança acelerada, a estabilidade emocional das equipas é o que permite responder com agilidade e propósito.

O futuro é humano

O futuro das empresas passa por equilibrar resultados económicos com impacto social. E esse equilíbrio constrói-se a partir da saúde mental – o alicerce invisível de qualquer estratégia de sustentabilidade.

Investir em saúde mental é investir em sustentabilidade, em confiança organizacional e em performance. É garantir que o sucesso empresarial se constrói com – e não à custa – das pessoas.

Num mundo em que as organizações são cada vez mais avaliadas pelo seu impacto, cuidar da saúde mental dos colaboradores é, mais do que um dever ético, uma escolha inteligente. Porque a verdadeira sustentabilidade começa nas pessoas – e só empresas humanas terão futuro.



Ana Ruivo, Chief Executive Officer (CEO) e Co-founder da TEAM 24 (na foto)


A Team 24, baseada no Porto, atua com uma equipa de profissionais especializados, apoiando as empresas na promoção da saúde mental e do bem-estar dos seus colaboradores.

Scroll to Top