A transformação acelerada da economia, impulsionada pela tecnologia e por novos modelos de negócio, tornou a aprendizagem contínua numa condição estrutural para a sobrevivência das empresas e para a empregabilidade dos profissionais. Já não se trata de um benefício adicional ou de uma prática aconselhada, mas de uma exigência estratégica que define quem consegue adaptar-se e quem fica para trás.
Texto: Filipe Ramos Foto: DR
Neste novo cenário, o outsourcing assume uma relevância renovada. Mais do que um recurso de execução de tarefas, passa a ser um elo estratégico entre talento e empresas, garantindo uma adaptação mais célere às novas competências exigidas pelo mercado. As organizações procuram parceiros que não forneçam apenas pessoas, mas que entreguem equipas preparadas para evoluir com o negócio. É um modelo de parceria em que a qualificação contínua e a capacidade de adaptação são os verdadeiros elementos diferenciadores.
Os fornecedores de outsourcing tornam-se, assim, agentes ativos no desenvolvimento de competências técnicas, digitais e comportamentais. O seu papel é contribuir para elevar a produtividade, reforçar a empregabilidade e, ao mesmo tempo, apoiar as empresas a responderem com rapidez a picos de procura ou a mudanças estruturais. A aprendizagem contínua surge também como fator de retenção e engagement, garantindo maior nível de motivação e sentido de evolução às pessoas que integram as equipas.
Neste contexto, a revolução digital tem acelerado esta mudança. Plataformas de e-learning, formatos de microlearning e a inteligência artificial (IA) têm vindo a reduzir os ciclos de aprendizagem, permitindo que os programas sejam mais personalizados e adaptados a cada projeto, cliente ou sector de atividade. O futuro da formação passa por planos modulares, flexíveis e integrados, capazes de responder em tempo real às necessidades específicas de cada organização.
Outro aspeto decisivo é a aposta nas competências híbridas, que conjugam a dimensão técnica com as denominadas soft skills. Empresas que formam profissionais capazes de dominar ferramentas digitais, mas também de pensar criticamente, resolver problemas e comunicar eficazmente, estão melhor preparadas para enfrentar contextos de elevada complexidade. Esta visão integrada eleva a qualidade da entrega, reduz a rotatividade e contribui para margens operacionais mais sólidas.
A formação contínua só gera impacto quando é construída num ecossistema colaborativo, baseado numa lógica de corresponsabilidade entre cliente, parceiro e trabalhador.
Contudo, o sucesso destas estratégias não depende apenas do esforço de um dos lados. A formação contínua só gera impacto quando é construída num ecossistema colaborativo, baseado numa lógica de corresponsabilidade entre cliente, parceiro e trabalhador. São os objetivos comuns e as métricas partilhadas que asseguram que o investimento em upskilling e reskilling se traduz em resultados concretos e mensuráveis.
Por isso, é fundamental sublinhar que a aprendizagem contínua não deve ser encarada como um custo, pelo contrário: é um multiplicador de valor para toda a cadeia. As empresas que abraçam esta visão descobrem que a sua capacidade de inovar, atrair e reter talento, responder a crises e antecipar tendências resulta, em grande medida, da qualidade das competências que desenvolvem nos seus profissionais.
Num mercado em permanente evolução, a aprendizagem contínua é a verdadeira vantagem competitiva. Mais do que responder à urgência do presente, trata-se de desenhar o futuro com confiança, reforçando simultaneamente a performance das empresas e a empregabilidade das pessoas.
Filipe Ramos, National Leader Outsourcing da Eurofirms Group Portugal (na foto)

A Eurofirms Group é uma multinacional espanhola de gestão de talento. Desde a sua fundação, em 1991, que assume como missão ajudar as pessoas a encontrar emprego e as empresas a encontrar colaboradores, colocando em prática uma abordagem simples, mas transformadora: «People first». As pessoas e o seu bem-estar são a prioridade e o epicentro da cultura da Eurofirms, que partindo de um modelo de liderança assente nestes valores procura a melhor combinação entre candidatos e empresas. No seguimento desta aposta, a empresa é uma das finalistas do Wellbeing Awards 2025.
Com uma presença internacional crescente, o grupo conta com uma rede de mais de 150 delegações em Espanha, Portugal, Itália, França, Chile, Brasil e Peru, onde providencia soluções de trabalho temporário, seleção de pessoal, outplacement, outsourcing e desenvolvimento pessoal na maioria dos sectores.
Através da Fundação Eurofirms, o grupo tem promovido a integração de pessoas com algum tipo de deficiência ou incapacidade no mercado de trabalho, contribuindo para uma sociedade mais justa e equitativa, onde o talento está acima de qualquer limitação.
Juntamente com a Eurofirms e a fundação, as filiais Claire Joster – dedicada ao recrutamento especializado e headhunting – e CornerJob – um marketplace que reúne ofertas geolocalizadas – formam o conjunto de marcas que integram o grupo.
