Work-life balance
Utopia ou necessidade emergente

Diariamente somos inundados por este léxico que coloca o bem-estar dos colaboradores no centro da agenda organizacional, em que as organizações desenvolvem práticas e inovações para garantir que os colaboradores conseguem conciliar a vida pessoal e a vida profissional, tornando-os mais felizes e, consequentemente, mais produtivos, alavancando a vantagem competitiva das próprias organizações. Trata-se genuinamente de uma relação win-win, em que ambas as partes saem beneficiadas e impactadas.

Texto: Hélder Couto

.

Esta dicotomia entre vida profissional e vida pessoal tem inúmeros conceitos que orbitam sobre a mesma, como satisfação, felicidade, maternidade, paternidade, inteligência artificial (IA), teletrabalho, burnout, engagement, rotatividade, quiet quitting, flexibilidade, entre muitos outros com maior ou menor importância, que devem estar presentes aquando da construção do «algoritmo» para o work-life balance da nossa organização.

As organizações que promovem, implementam e mensuram o work-life balance têm claramente uma melhoria significativa nos seus KPIs (key performance indicators), seja ao nível operacional, seja ao nível estratégico, impactando diretamente no benchmarking e na valorização do posicionamento da organização.

Um dos primados mais importantes que as organizações podem fazer pelas suas pessoas é tratá-las como seres humanos. Contudo, é preciso que considerem as especificidades de cada pessoa, promovendo uma diversidade de possibilidades de escolha, nas inúmeras práticas para promover e implementar o work-life balance.

Os gestores de pessoas são fundamentais para desenharem à medida de cada organização uma política de work-life balance, em sinergia com as diferentes áreas de negócio e sempre com auscultação das suas pessoas, considerando que não existem receitas únicas para alcançar esse mesmo work-life balance. É um exercício complexo e disruptivo, profundamente inovador e  empreendedor, mas apaixonante, com resultados realistas e transformadores para a organização, seja ao nível da humanização do trabalho, seja ao nível da sobrevivência e da sustentabilidade do negócio.

.

»»»» Hélder Couto é coordenador da High Skills em Gestão de Recursos Humanos.

A High Skills nasceu para responder às necessidades de um mercado cada vez mais focado em desenvolver e consolidar competências que garantam uma vantagem competitiva. A formação e a experiência profissional e pedagógica dos seus consultores, provenientes de diversas áreas, resultam numa combinação teoria/ prática que a diferencia. A empresa assume-se perante o mercado como um projeto apostado na excelência do seu desempenho, estando vocacionada para a prestação de serviços de consultoria e formação no âmbito da atualização e do aperfeiçoamento de competências dos recursos humanos. A sua equipa tem mais de 20 anos de experiência no mercado da formação e da consultoria, com conhecimentos sólidos para desenvolver soluções específicas para empresas e para particulares.