Tecnologias de informação

A integração da IA nos processos de RH

Texto: Jorge Pereira Foto: DR

A IA tem desempenhado um papel fundamental neste movimento, ao automatizar tarefas repetitivas, otimizar processos de recrutamento, seleção, formação e gestão de desempenho, além de oferecer ‘insights’ preditivos que orientam decisões mais assertivas sobre o capital humano. No recrutamento, por exemplo, algoritmos de machine learning são utilizados para a triagem automática de currículos, a análise de competências e a verificação da compatibilidade dos candidatos com a cultura organizacional. Estas ferramentas contribuem para minimizar vieses cognitivos e acelerar as contratações, promovendo maior equidade e eficiência no processo de seleção.

No domínio do desenvolvimento de talentos, sistemas inteligentes permitem personalizar percursos de aprendizagem com base no perfil comportamental e nas lacunas de competência de cada colaborador, aumentando o envolvimento e a eficácia das formações. Já na gestão de desempenho, a IA é capaz de analisar dados comportamentais e de produtividade em tempo real, oferecendo feedback contínuo e auxiliando os líderes na identificação de potenciais de crescimento, riscos de rotatividade e necessidades de apoio. Outro aspeto relevante é o uso de chatbots e assistentes virtuais, que facilitam a comunicação interna, respondem a dúvidas sobre políticas de RH e otimizam solicitações administrativas. Desta forma, os profissionais de RH podem dedicar mais tempo a atividades estratégicas e de relacionamento, reforçando o seu papel como parceiros de negócio.

Contudo, a adoção da IA também apresenta desafios éticos e técnicos, especialmente no que diz respeito à privacidade dos dados, à transparência dos algoritmos e à preservação da empatia nas relações humanas. O uso indevido de informações sensíveis pode gerar discriminação ou comprometer a confiança dos colaboradores, tornando essencial a existência de regulamentações claras – como a Lei Geral de Proteção de Dados (RGPD) – e práticas robustas de gestão tecnológica. Além disso, embora a IA aumente a eficiência e a precisão das decisões, não substitui a sensibilidade humana, necessária para compreender contextos emocionais, conflitos e motivações individuais.

Perante estes benefícios e desafios, torna-se fundamental adotar uma abordagem equilibrada, que una a objetividade dos dados à intuição e ao discernimento humano. As organizações que conseguirem harmonizar estes elementos estarão mais bem preparadas para construir ambientes de trabalho inovadores, inclusivos e orientados para resultados, capazes de responder com eficácia às mudanças do mercado e às novas expectativas dos profissionais. Assim, a IA deve ser vista não como uma ameaça, mas como uma parceira estratégica na evolução da gestão de pessoas – reforçando o papel da área de RH como protagonista da transformação digital e impulsionadora do desempenho organizacional sustentável.



Jorge Pereira, Diretor de Sistemas e Formação do Grupo SOFT (na foto)


O Grupo SOFT focaliza a sua ação no desenvolvimento de software e serviços para a área de gestão de recursos humanos. O elevado número de clientes, das mais variadas áreas de atividade, é o garante da sustentabilidade dos seus produtos e dos seus serviços. Tem como objetivos fornecer soluções de software de gestão otimizadas e adaptáveis à generalidade das atividades empresariais independentemente da sua dimensão; atuar como integrador de sistemas para satisfação das necessidades globais de implementação de qualquer sistema de informação, através da utilização da tecnologia informática mais atualizada; prestar assistência técnica e consultoria no âmbito da implementação e da costumização de software, reorganização informática e soluções «chave na mão»; e prestar serviços de outsourcing aplicacional (processamento de dados, apoio e assessoria nas áreas administrativo-financeiras – recursos humanos, contabilidade, faturação, etc).

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