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Safira aposta na inclusão
A Safira anunciou que acaba de testar um conceito de comunicação com pessoas surdas a nível empresarial, que considera inovador. Segundo os responsáveis da empresa tecnológica, através de um sistema disponibilizado recentemente em Portugal é possível usufruir de um serviço da Federação Portuguesa de Associações de Surdos, em que os intérpretes estão numa sede central com auscultadores e câmaras . A partir de qualquer lugar, a pessoa surda procede à ligação do dispositivo e requisita um intérprete que ouve o que está a ser dito e traduz para linguagem gestual .
A experiência piloto da Safira baseou-se na solução «VPAD+» e no Skype e foi realizada em três sessões internas que contaram com a presença do colaborador surdo da empresa. «A transmissão da comunicação foi um sucesso e a empresa tornou-se assim pioneira em Portugal na utilização do conceito, que passará a ser uma prática comum no futuro e potenciará a contratação de novos colaboradores surdos, além de poder vir a ser replicado noutras empresas», pode ler-se num comunicado da Safira.
Desde 2002 que a Safira tem vindo a integrar com sucesso na sua equipa um colaborador surdo, que tem tido um desempenho extremamente positivo. Aquando da sua entrada, o principal entrave esteve relacionado com a transmissão da comunicação, que tem sido ultrapassado através da utilização de diferentes abordagens e substitutos visuais, nomeadamente:
- Comunicação local - a leitura labial é a abordagem mais utilizada quando existe um número reduzido de pessoas no mesmo local (e quando surge uma palavra mais complicada, os colaboradores escrevem-na num papel ou no computador);
- Comunicação remota - e ste tipo de comunicação é possível através de mensagens escritas (SMS) e programas de 'instant messaging' (IM) como o «Google Talk» ou o «Microsoft Windows Live Messenger»;
- Comunicação em reuniões - a s reuniões são a situação mais complicada para o colaborador surdo, dado o elevado número de pessoas presentes e a difícil leitura labial - o orador está a maior parte do tempo direccionado para a assistência e torna-se difícil encontrar rapidamente quem está a falar na audiência quando, por exemplo, uma questão é levantada (foi neste contexto que a Safira teve a necessidade de explorar dispositivos especiais que melhorassem a comunicação com o colaborador surdo).
Os responsáveis da Safira acreditam que «a experiência da empresa nesta matéria pode ser facilmente transposto ou consultado por outras empresas com colaboradores surdos, nomeadamente onde a utilização de computadores ligados à internet é parte integrante do dia-a-dia».
A Safira desenvolve soluções e disponibiliza serviços de tecnologias de informação (TI) a empresas dos principais sectores da economia, a nível nacional e internacional. Presta serviços de engenharia para aconselhar, auditar, arquitectar, conceber e gerir os sistemas de informação que suportam os negócios das organizações. A actuar no mercado desde 1997, tem mais de 40 clientes activos e uma equipa de 140 profissionais. A Safira tem sede em Oeiras e uma sucursal em Varsóvia, na Polónia.
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