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Quais as grandes linhas de actuação definidas pela Egor para a sua área de Formação?
[José Vaz Quintino] Com a entrada em 2010 de uma nova equipa de direcção para a área de Formação, a Egor pretendeu não apenas manter a qualidade de serviço a que o mercado já se habitou mas reforçar sobretudo a aposta na criatividade e na inovação da oferta formativa, implementar um projecto de internacionalização e alargar no mercado interno o leque dos serviços a formação inter-empresas. Prosseguindo uma estratégia de que foi pioneira em Portugal de aposta na formação experiencial, a Egor evoluiu já há muitos anos da formação tradicional para conceber as acções de formação que criam efectivamente valor acrescentado aos seus clientes.
[Rosa Silva] A internacionalização surge com mais uma aposta da Egor, que para o efeito já está representada em Angola através de uma parceria com a Prime Consulting. O mercado africano, para já Angola, vai permitir consolidar uma posição no mercado nacional, alcançada ao longo de 24 anos de existência mas que até agora se tinha traduzido em intervenções episódicas no âmbito internacional. Avançar neste sentido só é possível porque temos uma equipa sénior, responsável, multidisciplinar e muito orientada para o negócio.
Como se integra a área em termos do Grupo Egor e que sinergias consegue reunir com outras áreas?
[José Vaz Quintino] A área de Formação, tal como as outras seis áreas de negócio – Recrutamento e Selecção, Trabalho Temporário, Outsourcing, Incentivos Motivacionais, Consultoria e Coaching – permite oferecer aos clientes um conjunto de serviços diversificados que nos posicionam no segmento de pessoas e negócios como um grupo multidisciplinar, com 100% de capital nacional e que responde aos clientes através do desenvolvimento de projectos integrados e sinergias das diferentes áreas de negócio. Assim, é possível termos um cliente que desenvolve connosco um projecto de ‘outsourcing’ e cuja formação é desenvolvida com ‘know-how’ especializado da nossa equipa de formação. Ou um cliente que pretenda implementar um sistema de avaliação de desempenho desenvolvido pela Egor, pode ter a possibilidade, na sequência das avaliações dos colaboradores, identificar necessidades de formação, ‘coaching’ e/ ou recrutamento/ avaliação e obter uma resposta integrada e soluções adequadas à sua realidade.
[Rosa Silva] Toda a intervenção é complementar, ou seja, somos possivelmente o único parceiro que poderá oferecer aos seus clientes soluções que abracem todas as áreas dos Recursos Humanos – com uma grande vantagem nos dias que correm, o facto de sermos uma empresa com 100% de capital português.
Como vêem o mercado de formação actualmente e como perspectivam a sua evolução? Nomeadamente em termos de competição entre as entidades que disponibilizam formação, e que são muito diversas…
[José Vaz Quintino] Actualmente existe um leque muito alargado de empresas que actuam na área de formação, num mercado em que os clientes são cada vez mais exigentes e mostram sinais cansaço resultantes de experiências de formação cujos resultados no dia-a-dia são pouco visíveis. A aposta da Egor nos métodos activos de formação e na criação de soluções ajustadas caso a caso às necessidades específicas de cada cliente tiveram como contrapartida não apenas uma grande capacidade de fidelizar clientes ao longo dos anos mas também uma facilidade mimética muito grande de nos identificarmos facilmente com os objectivos, a cultura e os valores de qualquer tipo de organização.
[Rosa Silva] Num mercado que sofre transformações profundas, os actores neste negócio surgem a cada segundo… Universidades – que viram o número de alunos reduzir-se drasticamente nos últimos anos e tiveram de encontrar alternativas –, consultores – que após alguns projectos decidem arriscar a constituição de uma empresa –, enfim, um sem número de exemplos que permitem constatar que de facto são poucas as empresas nesta área que apresentam credenciais como as nossas, assentes em 24 anos de existência. O que nos diferencia é sobretudo um ‘know-how’ baseado na experiência que fomos adquirindo ao longo dos anos, na aposta constante na formação das nossas equipas e sobretudo num grande alinhamento das nossas intervenções com os clientes, o que nos permitiu estabelecer relações duradouras de verdadeira parceria.
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[José Vaz Quintino] Na Egor existe, tanto na vertente inter-empresas como na vertente intra-empresas, um conjunto de ofertas formativas de elevada qualidade, que apostam em metodologias dinâmicas e interactivas que vão criar nos clientes e no mercado em geral alguma surpresa – pela positiva –, face àquilo que já fazíamos anteriormente. Um outro factor distintivo resulta do facto de a Egor ter visto recentemente validado pela APCER, pelo terceiro ano consecutivo, o seu sistema de gestão da qualidade pelas normas ISO nas áreas em que actua.
[Rosa Silva] A diferenciação da Egor faz-se pela qualidade da sua equipa de consultores – com larga experiência e ‘know-how’ –, pelas metodologias inovadoras e dinâmicas que geram valor e diferenciam as intervenções e, naturalmente, por beneficiar do capital de conhecimentos e experiência de um grupo nacional e independente em relação a qualquer grupo económico ou financeiro.
No vossa opinião, o que mais procuram as empresas para os seus quadros em termos de formação?
[Rosa Silva] As empresas procuram sobretudo formação nas áreas de vendas, serviço ao cliente, liderança, motivação e desenvolvimento de talento dos seus colaboradores. As principais preocupações dos nossos clientes incidem cada vez mais na obtenção de resultados e na fidelização de colaboradores e dos seus próprios clientes através de lideranças fortes e carismáticas. As preocupações ligadas à identidade corporativa estão também presentes e manifestam-se numa crescente procura de acções de ‘team building’ para consolidar as relações internas e construir equipas coesas e orientadas para resultados.
Que cenário poderemos vir a ter em termos de apoios públicos – nacionais e a nível europeu – à formação nos próximos anos? Acham que se pode falar de uma realidade perfeitamente definida em termos por exemplo de fundos comunitários, ou a crise poderá levar a uma redefinição?
[Rosa Silva] Acredito que a crise leve à uma redefinição, inevitável tendo em conta o cenário vivido pelo país. A actual conjuntura deixa qualquer posição governativa muito limitada. Os novos eixos de actuação têm de se apresentar como alavancas da economia e isso implicará dotar as pessoas de ferramentas que lhes permitam fazer face aos desafios a que vão estar sujeitas. A aposta em formação, em particular nas áreas do «saber-fazer», serão determinantes. O controlo da formação apoiada por fundos comunitários deverá portanto ser menor, mas mais exigente e eficaz de modo a que possamos ter uma noção exacta do retorno produzido.
Que impacto poderá ter a formação nas empresas em termos de desempenho da economia portuguesa? E qual será a situação desejável ao nível das políticas fomento da formação?
[José Vaz Quintino] O facto de as empresas possuírem uma tecnologia de ponta e uma situação financeira equilibrada já não é, só por si, sinónimo de sucesso. É necessário que as empresas possuam uma equipa motivada e alinhada com os objectivos de negócio. As pessoas são o activo mais importante das empresas, são elas que podem contribuir de forma mais ou menos vincada para o sucesso no respectivo mercado. O papel da formação na mudança de comportamentos surge como uma aposta que tem de ser efectuada pelas empresas, com o objectivo claro de não querer somente cumprir horas de formação obrigatórias, mas apostar na melhoria de competências pessoais e profissionais, indispensáveis para ultrapassar os obstáculos com que são confrontadas.
[Rosa Silva] É determinante que a aposta se faça ao nível das pessoas. Nesse sentido, as empresas precisam de olhar para a formação não como um custo, não como um processo burocrático a que obriga a legislação laboral, mas sim como um factor diferenciador que lhes irá permitir dotar as suas equipas de competências que farão a diferença num mercado cada vez mais global. Tal como afirmou Darwin, não serão os mais fortes a vencer mas sim aqueles que tiverem uma maior capacidade de adaptação à realidade. Com a actual taxa de desemprego, a formação é crucial para preparar as equipas para os necessários processos de mudança, para desenvolverem novas competências – requalificar é a palavra de ordem nos dias que correm. E o futuro não será assim tão diferente. A mudança desejável nas políticas de fomento da formação passa sobretudo por mudança de mentalidade. Quem decide precisa de compreender que se não requalificarmos rapidamente as pessoas, comportamental e funcionalmente, elas não terão uma segunda oportunidade na nova realidade transformacional. E deste modo estaremos claramente a contribuir para uma sociedade onde não gostaríamos de ver crescer os nossos filhos. Ainda assim, Portugal tem bons exemplos de empresas em que o activo visto como mais valioso são as pessoas, onde a formação é determinante no sucesso, o que permite acreditar que as mentalidades também estão a mudar – os nossos clientes são a prova disso.
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