O valor das academias corporativas

Nos últimos anos temos assistido ao crescimento no nosso país das academias corporativas. Na base deste processo está o reconhecimento da gestão de topo do valor do conhecimento para a concretização da visão, a execução da estratégia e a realização de outras atividades, mesmo ao nível operacional.

Por José Duarte Dias

 

Mas o que são, para que servem e o que deve ser tido em conta no desenho e na implementação das academias corporativas (AC)?

Uma AC pode ser definida como um instituto de criação, renovação e disseminação de conhecimento crítico para o desenvolvimento e a sustentabilidade de uma empresa. O conceito evoluiu ao longo dos anos: nos anos 80 e 90 do século passado, dominavam os centros de formação cuja finalidade era capacitar os colaboradores e contribuir para que os stakeholders, como clientes e fornecedores, traduzissem na prática a cultura da empresa. A seguir o foco foi o controlo de qualidade dos processos organizacionais e o desenvolvimento de competências críticas para o desempenho das pessoas. Atualmente são um instrumento de gestão estratégica, já que ligam o desempenho e o desenvolvimento das pessoas e de outros agentes que impactam na cadeia de valor, como clientes, fornecedores e distribuidores, com a visão e a estratégia de negócio.

As funções das AC são contingentes ao respetivo estádio de desenvolvimento: no primeiro, o foco é a eficiência operacional e a função é a de knowledge broker, já que a maioria dos programas implementados são adquiridos a operadores externos; no segundo estádio, o foco é a eficácia das unidades de negócio e a função é a de tactical business partner, já que identifica necessidades de aprendizagem e de partilha de conhecimento e concebe e implementa programas em conformidade; no terceiro, o foco é a eficácia ao nível estratégico e a função é a de colaboração com o top management no desenho e na implementação de programas de suporte à concretização da visão e da estratégia; por fim, a AC torna-se num instrumento de suporte à mudança e ao desenvolvimento de novos conceitos de negócio, sendo por isso uma função muito importante na produção de «novo conhecimento», relevante do ponto de vista estratégico.

Quanto ao desenho e à implementação, é importante ter em conta que a AC deve centralizar todas as atividades de aprendizagem na empresa, ser gerida como uma unidade de negócio autónoma, realizar na prática as iniciativas de mudança, os projetos estratégicos e o desenvolvimento de competências essenciais para o funcionamento da empresa e ser uma plataforma de criação e proteção dos princípios e valores que alicerçam a cultura e a identidade corporativa. Por fim, deve procurar-se que a AC seja uma ferramenta de «aprendizagem organizada» geradora de mais-valias para o processo de formação ao nível da redução de custos, da implementação de estratégias e de conteúdos learner centered, do reforço do compromisso das pessoas e da promoção do employer branding.

 

 

»»» José Duarte Dias managing partner da Paradoxo Humano, uma consultora que teve na base da sua constituição a firme convicção de que é mais eficaz abordar a gestão e o desenvolvimento das empresas e das pessoas através de soluções e ferramentas co-construídas com os clientes. Nos primeiros 10 anos, implantou-se como uma marca respeitada no mercado e viu os seus negócios crescerem de forma sustentada, por ter-se focado apenas nas áreas em que é reconhecida e para as quais está vocacionada: consultoria de recursos humanos, recrutamento e seleção e formação e aprendizagem. Com quase duas décadas de existência, orgulha-se do que fez no passado e sente que os valores que alicerçam a sua identidade continuarão a sustentar a enorme confiança que tem no futuro.

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