Da capacidade ao potencial

Evoluir de uma gestão centrada nas funções para uma gestão baseada nas competências e no potencial dos colaboradores vai ser uma realidade no futuro próximo.

Por Casimiro Ramos

 

Ao longos dos tempos, as pessoas têm sido, na maior parte dos casos, recrutadas, remuneradas, formadas e avaliadas por aquilo que fazem ou pelo que deviam fazer. Ou seja, todas a atividades de gestão de pessoas têm-se centrado na função. No desenho da função, na preparação para a função, no enriquecimento das tarefas, nas condições de trabalho da função exercida, na remuneração e na avaliação do desempenho da mesma.

A evolução do entendimento que a principal vantagem competitiva das organizações está no conhecimento e, consequentemente no capital humano resultante de se reterem ativos que tenham cada vez mais qualificações e competências, tem feito crescer a tendência para que a gestão de pessoas evolua para uma visão que abrange não somente a função que cada um desempenha, mas também aquilo que cada pessoa pode vir a desempenhar no futuro, ou seja, o seu potencial.

Essa tendência tem feito um percurso mais acentuado nas últimas duas décadas, mas ainda não se afirmou como um novo paradigma. Ainda há um caminho muito longo a trilhar no que respeita à investigação, sobretudo pela dificuldade em encontrar métricas para a variável em questão, quer ainda pela sua insipida aplicação nas organizações, pois o paradigma tradicional do conceito de função está muito sedimentado nos processos e nos modelos organizativos.

Evoluir de uma gestão centrada nas funções para uma gestão baseada nas competências e no potencial dos colaboradores vai ser uma realidade no futuro próximo, pois é esse o caminho para se conseguir, num mercado de trabalho cada vez mais automatizado, extrair o melhor que há em cada um, permitindo a melhor aplicação dos seus talentos.

Apesar de a expressão «potencial humano» surgir em vários contextos de formação e emprego, inclusivamente em programas de incentivos apoiados por fundos comunitários, a verdade é que a sua aplicação prática na área do ensino e do emprego é ainda uma grande lacuna por preencher.

Foi nesse sentido que em 2009 foi criado no ISG o mestrado em «Gestão do Potencial Humano», com o objetivo de proporcionar aos seus participantes a capacidade de desenvolverem uma visão global e integrada da gestão do capital humano e dotando-os de um conjunto de ferramentas e técnicas fundamentais para a gestão e a avaliação eficaz das pessoas nas organizações.

Os objetivos deste mestrado são por si mesmo um passo na formação de pessoas que, por um lado, procuram encontrar o seu potencial; por outro, pode transformá-las em futuros gestores que levem para as organizações a evolução do paradigma da gestão por competências e, consequentemente, de desenvolvimento de talentos.

Os trabalhos de investigação já realizados pelos mestres que frequentaram este curso trouxeram contributos relevantes para os modelos de gestão e constituem uma mais valia para as organizações poderem gerir melhor o seu recurso mais precioso: as pessoas.

A continuidade na realização destes trabalhos, no âmbito deste mestrado, constituirá, com certeza, uma mais valia inestimável para os formandos, mas também os passos certos para o aumento da competitividade empresarial, baseada no recurso mais difícil, senão impossível de imitar, e por consequência os que conferem uma das vantagens competitivas mais sustentada a longo prazo: o conhecimento.

 

Nota: mais informações sobre o mestrado em «Gestão do Potencial Humano» do ISG – Business & Economics School aqui.

 

 

»»» Casimiro Ramos (na imagem) é coordenador do mestrado em «Gestão do Potencial Humano» do ISG – Business & Economics School. Com origens em 1978, o ISG integra o Grupo Lusófona, tendo instalações no Campo Grande, em Lisboa.

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